segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O "cartaz" do BE

O Bloco de Esquerda, partido representado na Assembleia do Povo, subiu, subiu, subiu, e tocou o Céu. Deslumbrado começou a engrossar a voz, apresentou projectos de salvação para os aflitos e esperançados, gays e lésbicas, e despiu a burka. Andou pelas ruas e praças, a distribuir propostas, conflitos e cartazes. Entrou em transe, e armado com uma bazuca, apontou aos pés, e deu um tiro - mas que tiro. Entre os seus apoiantes partidários, e outros que neles apenas votaram armados por outro sentimento de revolta, crentes e descontentes, levaram o BE a um patamar que ele não sonhava sequer. A votação que alcançaram e dele fizeram o 3º partido em Portugal, se fosse hoje não alcançaria nem metade dos votos. O cartaz leviano, insultuoso, gratuito, provocatório, de mau-gosto, revela a necessidade urgente de internamento em psiquiatria do "humorista/autor" que ainda por cima diz que é gatuno, pois roubou uma ideia antiga, nascida no faroeste yank. Agora de tão aflitos, que nem N.Sª dessa condição, lhes acode, tentam a todo o vapor que enche as nuvens do Céu, descarregar sobre nós, os que nele até confiamos e a outros simpatizantes, dar explicações, ridículas, anedóticas, trapalhonas, com medo dos efeitos nefastos que tal "cartaz" provocou e os descontrolou. É assim que acontece com os abusadores, que vindos do nada, quando se apanham com um brinquedo que exige responsabilidade e respeito para tratar com ele, conservá-lo, não foram educados para tal e chegam à ravina que os mergulha no inferno, mais depressa do que julgavam poder acontecer. As simpáticas marias e marianas, belezas e outros fundamentalistas, estragam tudo pela imaturidade que exibiram ao erguerem um símbolo sério para alguns, e uma imagem que representa uma Fé enorme para milhões. Como os milagres não acontecem todos os dias, o BE vai atravessar o deserto, e junto do camelo que o acompanha e que também tem duas bossas, vai ter de reflectir e muito, para encontrar uma solução limpa que lhe traga de volta os eleitores que tinha agarrado, para se manter de pé e com a gracinha mais comedida e menos espirituosa. Se não corre o risco de ser entendido como um espírito mau e não como uma força política ao serviço da Sociedade.


                               

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