domingo, 20 de novembro de 2016

TAMBÉM SOU MASOQUISTA



Preâmbulo

Desta vez fui obrigado a sair em defesa dos que praticam o chamado exercício de cidadania e dessa forma tentam com a sua opinião apoiar ou corrigir o que é positivo ou negativo mas sempre com o intuito do bem comum. Como devem saber, fazem-no gratuitamente ao contrário dos cronistas profissionais que muitas vezes não passam de representantes de interesses obscuros e que até podia ter acrescentado na minha carta que há banqueiros desonestos que escapam às críticas de certos cronistas/escritores devido a laços familiares. 

Também sou masoquista 

Acabo de ler a crónica de MST no último EXPRESSO de 29 de Outubro que a dada altura diz: "tenho uma curiosidade masoquista em ler cartas de leitores aos jornais (...) O exercício é deprimente e por isso falo em masoquismo." 
Ora como eu tenho por hábito enviar cartas para os jornais que amavelmente me aceitam e muitas das vezes publicam, vou ser muito sincero e aproveitar a deixa de MST para confessar que também sou muitas vezes masoquista. Para dar apenas um exemplo, quando faço zapping nos canais da televisão, por vezes entra-me pela casa dentro este cronista com ar de enfado, enjoado e convencido, e eu que devia mudar imediatamente de canal, como sou masoquista fico-me a ouvi-lo apesar da sensação que sinto de estar a apanhar com o cheiro horrível a nicotina e a álcool destilado escocês. Parafraseando-o, também considero este exercício, "uma experiência deprimente e masoquista". Jorge Morais

Publicada no DN-M em 04 Novembro 2016

1 comentário:

  1. Este MST, que cresceu no jornalismo por ser filho de quem é (Sophia de Melo Breyner e Francisco Sousa Tavares), exprime-se com uma arrogância, por vezes asquerosa, como se todos os outros seres humanos lhe fossem inferiores. Como tudo tem limite, e conforme as nossas capacidades de resistência, deixei de o ler no Expresso, pois na TV na aguentava tanta soberba naquela cara de enjoado. O homem ofende a torto e a direito como se fosse o último corregedor social. O problema não é só ele, mas o dos que o escolhem e lhe pagam para ocupar o espaço na comunicação social. Parabéns ao Jorge Morais por trazer este caso ao nosso convívio e pela forma sensata e humorística como o faz.

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