terça-feira, 13 de junho de 2017

Frei Tomás


Por uma vez, eu e Passos Coelho estamos de acordo: o governo não deveria ter colocado Lacerda Machado na administração da TAP. As razões da minha concordância são as mesmas que aduzi aquando do caso Lusoponte-Ferreira do Amaral, que tenho vindo a ver repetidamente ao longo de tempos infindos de compadrio. Não me custou aceitar a "razão" de Passos, custou-me foi tê-lo visto apresentar queixas sobre o assunto. Logo ele. Quem não o conhecer, dirá que nunca fez nada de semelhante. E assim vamos, de frei Tomás em frei Tomás, à espera do próximo, depois de o governo mudar.

Público - 14.06.2017

3 comentários:

  1. Confesso que não vejo paralelismo entre os "casos" Lacerda Machado e Ferreira do Amaral. O primeiro vem duma negociação em que representou o Estado e vai para uma administração em que representa... o mesmo Estado! O segundo vai para a empresa privada dirimiu razões em nome de quem? Do Estado! O último mudou de lado, o primeiro manteve-se sempre do mesmo, ou não?

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  2. Sim.
    De qualquer modo, preferia não ver no lugar um "amigo" de Costa, que o é. Há sempre quem espere ver o flanco na mulher de César. Embora compreenda que ser-se amigo de alguém não deva ser anátema. Sempre evitávamos o burburinho... Só por isso!

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  3. Também de acordo consigo, quanto a não se dever nomear amigos para para qualquer cargo do Estado. O que contestei e o José, como seria de esperar, entendeu-o, foi a "equivalência" entre as posições éticas e seu significado político daquelas duas personagens.

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