terça-feira, 29 de março de 2016

DIREITOS HUMANOS, POR LINHAS TORTAS

PSD,CDS,PCP chumbam na Assembleia a condenação da repressão em Angola.PS e Verdes, abstêm-se!

Um povo não é os seus governantes, se bem por vezes sejam cúmplices e se pareçam. A quantidade de gente estúpida e de gente arrogante, que se encontra e concentra geograficamente, num dado momento, não define nem as características gerais nem os traços de carácter de um povo. São somente uma quantidade inusual de gente estúpida e de gente arrogante que se encontra casualmente em determinado local do globo.

Dito isto, não se pode elaborar um guia da identidade dos países. Por exemplo, nós somos tanto de saudade, inveja e futebol, como possivelmente os islandeses também o são em partes iguais, mas não o sabemos porque desconhecemos a língua, não ouvimos o que eles dizem de si próprios, e a haver alguma dissimilitude será no futebol, que o seu clima não se propicia a desportos a céu aberto.

Com isto, ficamos numa posição moralmente honesta, para considerar que nenhum povo, nem raça, nem país, se define por gostar de sardinha ou ser mais dado ao kizomba (se fossemos por aí, a quantidade de miúdos e menos miúdos que por cá ouvem este tipo de mais ou menos música, diríamos que o Kizomba é uma característica de ser português!).

Como já se disse em todos os lugares do mundo se assiste a concentrações inesperadas e momentâneas de gente parva e soberba, e a quantidade de asneiras que se consegue fazer com uma concentração de gente assim é inimaginável.

Temos exemplos disso todos os dias por esse mundo fora.

Neste momento da história, Angola é um episódio de país com um índice elevado de pessoas, todos amigos, cujo único interesse é o enriquecimento e o poder, conseguidos por todos os meios ao alcance da mão.

Essas pessoas não têm um pingo de solidariedade, de tolerância, de interesse no desenvolvimento harmonioso e de igualdade de oportunidades para o seu povo. Prezam somente a sua liberdade de movimentos desde que todos os outros estejam encerrados em coletes-de-forças. A sua palavra, é o silêncio forçado dos outros.

O Pior disto tudo é que esses seres têm muito dinheiro e muito poder. Compram e podem, tudo o que querem, dentro e fora. Nós próprios dependemos da sua falsa caridade, eles já são os donos de quase isto tudo. Banca, meios de comunicação, imobiliário, o seu dinheiro manchado de vermelho tem-nos armadilhados.

O seu poder ainda não nos pode prender e injustiçar, mas pode calar-nos, o que já é muito perigoso. E já calou a boca dos nossos políticos, da direita à esquerda, tudo em reverência aos ditadores, não vá eles tirarem o seu dinheirinho de cá. Não se preocupem que eles não vão tirar o seu dinheirinho de cá, porque cá, é uma das suas plataformas para tirarem o vermelho das suas notas, onde as põem a secar para ficarem mais brancas.

E voltamos ao início desta história, a concentração de gente estúpida, arrogante e amoral, não define um povo, mas dá indicações muito interessantes sobre o seu modelo de pensar a existência e o modo como vivem o seu quotidiano.


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