segunda-feira, 14 de março de 2016

LUTA CONSTANTE

                                                CONDIÇÕES DO HUMANISMO

Já não existe o Homem designado com pomposa maiúscula, mas sim homens divididos em classes; já não existe um Cristão, mas sim cristãos que nada têm e cristãos que têm muito e que deviam deixar de explorar os outros para  se poder falar em unidade dos cristãos. Mas o mundo dos pobres é, para os ricos, como que o mundo da gentilidade..
A política não tem o mesmo sentido para um burguês que tem para um operário, já que para o burguês, seguro do seu pão e do seu futuro, a política não passa de uma arte liberal; para o operário, trata-se da própria defesa do seu pão, da sua pele e do seu futuro.
Na sociedade baseada na propriedade privada o homem tanto mais é quanto mais tem, mas o desenvolvimento da pessoa implica como condição interna a despossessão de si e dos seus bens que despolarize o egocentrismo.É que o imperialismo económico não teme, onde se sente ameaçado, virar-se contra a liberdade que defende onde lhe é útil e confiar a sua defesa a regimes de terror!
O desenvolvimento cultural dos povos não pode ser limitado aos índices de assistência escolar; ele deve cobrir todas as exigências culturais do homem ao longo da vida. No mundo capitalista grande número de trabalhadores nunca leu um livro e outros tantos lêem muito raramente, sendo invocadas razões como falta de tempo, fadiga do trabalho, dificuldades financeiras, quase sempre razões ligadas às condições de exploração em que vivem, num sistema económico que aliena a pessoa.
Ser pessoa é diferente de indivíduo, é um centro de liberdade colocado frente às coisas e ao Universo. A noção de pessoa é de ordem ontológica, é o modo específicamente humano da existência, que por ser transcendente se separa do indivíduo concreto, objecto neutro; a designação “indivíduo” é comum ao homem e ao animal, à planta e ao micróbio…

NOTA – transcrito de um trabalho do pensador argentino Hector Agosti por

Amândio G. Martins

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