terça-feira, 15 de março de 2016

NICOLAU BREYNER

                                               REFERÊNCIA QUE DESAPARECE
Aquela frase cínica que “depois de mortos todos os sacanas são bons” não se aplica, seguramente, à imensa maioria do que acerca de Nicolau Breyner tem sido dito nas últimas horas.
Ontem à noite telefonou-me de Lisboa um amigo de sempre, com quem partilhei quarto na capital quando éramos adolescentes, a perguntar-me se eu ainda me lembrava de quando ambos conhecemos o Nicolau pessoalmente…Claro que me lembrava, e tinha acabado de falar nisso aqui em casa, quando a noticia da sua morte inesperada era o principal assunto dos notíciários.
Morávamos na Gomes Freire, ali junto ao Campo de Santana, e íamos a pé ao Campo Grande, ao encontro de outros amigos quando, ao entrar no Saldanha, vindos do lado do liceu Camões, dou de caras com o já famoso artista, apesar de muito jóvem, no passeio em frente ao Monumental e digo ao meu amigo: “Olha ali o Nicolau Breyner, pá!” O rapaz não acreditava, eu insistia que sim e o artista, quando nos aproximávamos, percebendo a “contenda” põe-lhe a mão no ombro, com aquele sorriso inconfundível e diz: “Vai uma aposta?”
Não é fácil descrever o nosso embaraço, balbuciando que gostávamos muito dele, ele agradeceu, sempre sorridente, e lá fomos para o nosso encontro com uma coisa importante para contar aos outros…

                                                  Amândio G. Martins


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