quinta-feira, 24 de março de 2016

O europeu não se sente nem o fazem ser europeu

Para além de outros gravíssimos problemas, entre os quais a economia a “mandar” na política e nos políticos, temos um problema de identidade com a Europa.
Não se conseguiu, desde que se iniciou a CEE e depois “passou” a UE, criar uma necessária identidade europeia, de todos nós, europeus.
Tentou-se, e muito bem, acabar com nacionalismos exacerbados, no final da II Guerra Mundial, essencialmente pelo terror que Hitler havia criado, em querer “fazer” uma Alemanha que “dominasse” grande parte da Europa, pela força, mas felizmente “ainda” não foi possível.
Todos os Estados-nação tiveram uma fase, até finais dos anos 70, meados de 80 do século XX, em que tentaram desapaixonar-se da nação, mas não conseguiram incutir a ideia de “sentimento” de Europa. E facilmente hoje se nota que o europeu não se sente especificamente europeu. (...)
E para desgraça nossa, os atentados de Bruxelas aconteceram. Mais uns!
Horrendos, inqualificáveis. Como o são em Israel, no Quénia, no Congo, na Síria. Onde há armamentos que fazem uns enriquecer e tantos morrer!
Mas talvez pudessem ter sido evitados a 22 de Março de 2016 se houvesse uma verdadeira polícia secreta única e europeia, se as comunicações secretas e nunca públicas fluíssem, na Europa, se cada polícia secreta não tratasse de muito saber e esconder às outras, europeias, o que sabe.
Talvez aqui também, a União fizesse a robustez, fizesse a Europa, fizesse até gastar-se menos e — essencialmente! — se poupassem vidas humanas que nada têm que ver com armamento, guerras e supostas falsas ideias de religiões.
Se se demorar muito, já não vai lá!!!!

Augusto Küttner de Magalhães,
(PÚBLICO EDIÇÃO PORTO QUI 24 MAR 2016
Porto

2 comentários:

  1. O ser, sobretudo, europeu é um sentimento que vai contra a corrente. Está na lógica que tem destruído as pequenas povoações, retirando-lhes serviços, para centralizar todo o poder num único lugar. Vão oferecendo apoios enganadores aos que ficam sem capacidade de decisão, até que estes acordem e se revoltem. Se dentro dos países vão havendo parcelas que tendem para a independência ou mais autonomia, mesmo à nossa porta, como Catalunha, País Basco, Galiza, Açores, Madeira, etc., o poder unitário europeu vai em sentido contrário porque descaracteriza os povos. Daí, o ser europeu, como valor máximo, não passa de uma falácia.

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  2. Então lutem por sairmos da Europa!!!!!! E voltar ao Orgulhosamente sós!!!!!

    Força!!!

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