quinta-feira, 17 de março de 2016

Quem saberá?

A vida se esvaíndo pouco a pouco.
Sem forças, já com leve respirar
oiço muito perto o gargalhar
daqueles que fizeram de mim louco

Percorro com o olhar os que restaram
em silêncio, neste quarto, antes da morte.
São poucos, que eu os conto, mas ficaram
perto de quem foi pobre e sem sorte...

Queria dizer adeus, um obrigado,
mas falta-me já a voz e o alento,
os olhos passeando em cada um...

vislumbro num aceno o vulto amado,
uns braços que me acolhem, advento
dum novo começar ou de nenhum...

7 comentários:

  1. Bem construído e muito sentimental. Contudo, é preciso que estes momentos, na vida qualquer um, sejam muito passageiros. Parabéns!

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  2. Obrigada! Infelizmente é um caminho que todos teremos que fazer.

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  3. Enquanto há vida há esperança(lugar comum)... A vida só é dura para quem é mole(outro)...

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  4. "Quando me falam disso, digo sempre que não tenho medo da morte, mas, se calhar, quando chegar a "horinha" vai ser uma vergonha!" Álvaro Siza Vieira.

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