terça-feira, 15 de março de 2016

DOS LIVROS

O amor aos livros salva-me. Se não fossem os livros e a escrita estaria aí deprimido. Os livros dão-me sabedoria e alento, sobretudo nestes dias de solidão na aldeia. Felizmente de há uns anos a esta parte habituei-me aos livros. Os livros enriquecem-me. E aqui na confeitaria sinto-me um senhor. Assim afasto o tédio. Assim ocupo o meu tempo. Está sol lá fora. O sol abençoa-me. E entre Sólon, Henry Miller e Nicolau de Cusa passo as minhas horas. Claro que era bom que a menina viesse ter comigo. Não sei de que elas falam com a maior parte desses gajos sem qualquer sensibilidade artística. Não sei como vivem com eles. Não que eu não tenha as minhas amigas. Mas nestes dias só falo com elas pelo telefone ou pelo Facebook. No entanto, há a chávena de café e a mesa como em Fernando Pessoa. E os livros, muitos livros.

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