sexta-feira, 25 de março de 2016

O politicamente correcto

A grande instituição do politicamente correcto fez do mundo um lugar perigoso.
Permite que filhos legitimos de um país onde generosamente foram acolhidos seus pais, seus avós, onde nasceram e se criaram, possam sem qualquer constrangimento matar o seu semelhante, a coberto de crenças sem qualquer cabimento na modernidade.

O politicamente correcto faz com que as televisões transmitam todos os horrores perpetrados, as lágrimas, os gritos, o luto, as análises, as conferências, o bla, bla,bla... tudo isto para gáudio dos carrascos, que se regogizam por ver o sucesso da sua barbárie difundida pelo mundo inteiro. E enquanto tudo isso ocorre, de acordo com uma rotina pre-definida e num tempo longo demais, outras acções se planeiam, porque esta gente não é normal, porque esta gente tem uma deficiência da alma incurável. 

O politicamente correcto mostra a vulnerabilidade, o medo  nos rostos, a suavidade das palavras a tentar explicar o  inexplicável enquanto estes animais a quem ainda insistem em chamar homens se prepararm para mais assassinatos.

O politicamente correcto permite que se sentem à mesma mesa quem é pela paz e quem pratica a guerra, sem que nenhum dos lados se sinta incomodado.
Permite que os mesmos que fornecem as armas para as guerras do mundo, sejam os mesmos que enviam mantimentos, medicamentos, que apoiem as consequências...

O politicamente correcto é um cancro que alastra sem soluções de cura. Aquilo que os homens acham uma evolução, é sem dúvida uma regressão. É a instituição do cinismo e da cobardia a par com a insanidade que paira sobre os países.



Na Universidade de Griffith, na Austrália, há um concurso anual sobre a definição mais apropriada para um termo contemporâneo.
Este ano, o  termo escolhido foi "politicamente correto"

O estudante  vencedor escreveu:
 "Politicamente correto" é uma doutrina, sustentada por uma minoria iludida e sem lógica, que foi rapidamente promovida pelos meios de comunicação e que sustenta a ideia de que é inteiramente possível pegar num pedaço de m* pelo lado limpo."

3 comentários:

  1. Excelente, cara Fátima, estou 100% de acordo, como penso que os meus anteriores escritos tenham feito perceber. Que a pena não lhe doa, continue por favor. Santa Páscoa e abraço de amizade.

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  2. "Políticamente correcto" é dizer-se o contrário do que se pensa, para não ferir susceptibilidades. Resumindo, é hipocrisia. Ter acrescentado uma pitada "escatológica"é o que deve ter dado o prémio ao estudante australiano...

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