terça-feira, 15 de março de 2016

O 3º Encontro dos Leitores-Escritores

E pronto! Sob a batuta da maravilhosa e incansável drª Maria do Céu Mota, lá se encontraram os velhos conhecidos e desconhecidos autores das Cartas dos Leitores, Espaço do Leitor, ou Cartas à Directora, na UNICEP - designações não consentâneas nem consentidas por alguns participantes e criadores de opinião - e conforme foi publicitado por um órgão de Comunicação Social e pela TSF, que fizeram questão de marcar a sua ausência no dia programado para o efeito. Ausência que se compreende, pois um ou outro jornalista/repórter, preferiu ou desejou deslocar-se a outro evento mais nú e crú, neste mesmo dia 13 deste mês, que coincidiu com o encerramento do Eros Porto na Exponor, e aí fazer a cobertura das "castas donzelas", e princesas da tela hard, do arfar e do suspiro, enquanto o coração aguenta pulsante, de pena erecta, e sem pestanejar. Bom! na nossa reunião estiveram os que eram precisos estar. Gente também ela, firme. Autores de todas as cores e credos, de filosofias mais e menos académicas, doutores, superiores, e outras formações arrancadas da dureza das pedras que são vida e fazem a Vida com mais saudável sentido. O tema principal e quase único, foi a relação e vínculo que une os "Leitores-Escritores" com os jornais que lêm e para onde escrevem os "gritos e lamentos, angústias, queixas e deixas, opiniões diversas que entendem fazer e não deixá-las prescrever". Intervenções cívicas e de grande civismo, sérias, sobre a Sociedade para serem levadas a sério. O Encontro durou parte da manhã e da tarde. O almoço decorreu no Cozinha na Baixa, que amávelmente nos abriu a porta e colaborou com a sua disponibilidade num domingo de folga, preparando-nos as mesas com pão e de forma a cabermos todos e aos assuntos, que cada um carregava. Bebemos o suficiente para humedecer as teorias e as propostas que a agenda pré-anunciou. Em jeito de balanço, ressaltou sobretudo o lamento e a queixa unânime acerca do espaço que os jornais reservam quase em pé de página, exceptuando este ou aquele jornal nos raros dias em que assim não acontece, mas procuramos compreendê-los, não deixando de pôr em causa os critérios usados para que tal limitação de espaço se verifique, ostracismos a que alguns se sentem votados, e sem mais papel à vista para maior acolhimento no futuro, que o mesmo é dizer, sem que a perspectiva se venha a alterar, de modo a dar lugar a novas "Cartas", de escritores-novos com matérias frescas, e dos acostumados autores sempre atentos.
A sala da UNICEP, disponibilizada pelo seu magnífico Presidente Rui Vaz Pinto, a quem agradecemos mais uma vez a sua colaboração, regalou-nos no final com um Porto, de que ainda trago o seu sabor delicado, no céu da boca. A mesma boca de onde sairam as palavras e os comentários produzidos, naquele espaço de Cultura e de cadeiras bem juntinhas, como se querem os amigos, que assim se tornaram, identificados pelos e-mail´s com que assinam nas "Cartas", enviadas aos jornais diários e não diários. Um bem-haja a todos, e votos de que jamais a pena nos doa e os jornais nos abandone. O "Encontro" foi registado em foto, como não podia deixar de ser!
                 
Publico, 16-3-2016

6 comentários:

  1. boa reportagem amigo mouraria-mouraria. Os piolhosos a quem ajudamos a fazer os jornais, nem sequer se dignam conhecer-nos. são uns piolhosos! Parabéns aos que lá estiveram! Pró ano, se não houver algum grande contratempo, espero não faltar.

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    1. Muito Obrigado Francisco. O trabalho tenta espelhar e projectar o esforço colectivo. "V.é cá dos nossos"!

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  2. É apenas para informar que acabo de ler no Jornal PÚBLICO a sua carta publicada, penso que na integra. Parabéns do Amigo JM2

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    1. Obrigado, Obrigado, Obrigado. Porém devo dizer que o Amigo Jorge é que é o JM1, pois supera-me e ao outro do SCP, que diz ser agora Leão desde quando estava reduzido a zero.

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  3. Já li e reli TUDO sobre o que fizemos na UNICEPE, antes e depois. Li o Joaquim no PÚBLICO e o Jorge no METRO.
    E estou zonzo de alegria e de ver tantos de nós irmanados neste amor à PALAVRA ESCRITA. E sem um chavo nas mãos, estamos cada vez mais mais unidos, único tesouro que nos resta.
    Um forte abraço para todos.

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  4. E acabei de ler a do LUÍS ROBALO, via correio electrónico. Excelentes pérolas de bem dizer, escrevendo.

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