quinta-feira, 17 de março de 2016

IGNOMÍNIA

                                           COMO ANDA LONGE A JUSTIÇA…
Para muitos milhões de seres humanos um pouco por todo o mundo a Justiça não passa de palavra sem sentido, e o que se passa em alguns países africanos, em guerras civis sem fim, são crimes de tal forma arrepiantes que as suas vítimas nunca chegarão a ver ser-lhes feita justiça.
A Time com data de Mar.21.2016, que recebo por correio com alguma antecedência, traz um trabalho de oito páginas, texto e fotos, nos vários campos de refugiados em África, cujo tema é a violação sistemática de mulheres e meninas por soldados ao serviço da mais selvática limpeza étnica, no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo, como em 1994 aconteceu no Ruanda.
E do chamado “mundo livre”, tirando o trabalho abnegado e de alto risco  de alguns altruístas, não se vê grande preocupação com tão candentes problemas, preocupadas que andam as suas “elites” em desenvolver esquemas e fórmulas de extraír mais valias de tudo quanto possa dar lucro.
À bandidagem militarizada não faltam armas com que eliminam homens e meninos, estes com o argumento de que, se poupados, amanhã serão combatentes que terão de enfrentar. As mulheres e meninas são “poupadas” para satisfazer o apetite sexual das bestas, que violam até à morte meninas de poucos anos e deixam outras paraplégicas.
Os crimes de violação em tempo de guerra, diz um responsável das Nações Unidas, são tão velhos como a própria guerra e os menos divulgados de todos os crimes de guerra, decorrente de à mulher, em muitas culturas, ser completamente negado o direito à cidadania, não passando de mero objecto de prazer para o macho.
Transcrevo do original o que diz uma rapariga congolesa de 28 anos, Jeanna Mukuninwa: “Rape is a weapon even more powerful than a bomb or a bullet. At least with a bullet, you die. But if you have been raped, you appear to the community like someone who is cursed.. After rape, no one will talk to you; no man will see you. It´s a living death”!


                                      Amândio G. Martins

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