segunda-feira, 14 de março de 2016

Brexit

A partir de agora, os ingleses podem fazer o que lhes apetecer no seio da União Europeia. Quando lhes chamarem a atenção por alguma “coisinha”, vão ameaçar referendo/saída e pronto! Se a moda pega, os outros membros poderosos da União vão começar a reclamar “estatutos especiais” por tudo e por nada. Acho bem e também acho que esse direito de reivindicação devia ser rotativo, como a presidência. Quando chegar a vez de nós, os portugueses, “exigirmos” a bagatela de flexibilizar uma décima do nosso déficit orçamental, estou mesmo a ver a resposta, se calhar unânime: “A porta da rua é a serventia da casa”, dirão os dedos em riste. E, para que não haja dúvidas, ouvir-se-á um coro (algumas vozes sairão envergonhadamente sussurradas): “RUA. Rua, que é a sala dos cães” (não nos chamaram já PIGS?). Mais uma vez se comprova que a TINA é um embuste. Há sempre alternativas, como os ingleses nos acabam de mostrar. Se é só para os grandes, isso já não sei, mas há. E, como tudo cabe na conversa, uma pergunta inocente: caso os britânicos se mantenham na União, quem paga a alternativa que lhes oferecemos? É que, como tudo na vida, estas coisas têm custos…

Público, 13.03.2016 - texto truncado das partes sublinhadas.

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