terça-feira, 15 de março de 2016

Um dia de sol e sons de trompete

Ainda está presente a luz e o céu do domingo passado e o som do trompete no meu ouvido … Parece até que foi combinado, para receber de forma festiva os vinte e quatro leitores – escritores de cartas para jornais que se reuniram pela terceira vez. Este ano no Porto, no dia 13 de Março, na UNICEPE (cooperativa livreira perto dos Clérigos) onde cerca de dois anos antes, a coletânea de cartas de 12 leitores, Os Leitores Também Escrevem, havia sido apresentada. Obrigada ao Dr. Rui Vaz Pinto por nos ter recebido tão bem.
Fomos de Braga, de Lisboa, de Viana do Castelo, de Paredes de Coura, de Penafiel, etc.. Respondemos positivamente ao convite quer ele fosse por via da divulgação feita pelo JN, quer através da entrevista ouvida na TSF nos noticiários do dia 11 e 12, ou pela referência ao Encontro pelo sr. Provedor do Público no dia 29 de Fevereiro ou por email ou, ainda, no próprio blog dos leitores-escritores de cartas, A Voz da Girafa. 
Rodeados de muitas letras e cores, tivemos de cada lado concidadãos que conhecíamos, na maioria, apenas pelas suas cartas publicadas. «Aprendo muito consigo»; «escreve muito bem»; «conheço bem o seu nome», etc. – eram estes alguns dos comentários que ouvi. Sentimo-nos bem na companhia uns dos outros. Somos um grupo, não uma associação. Temos algo em comum: "liberdade de pensamento" (disse alguém) e escrevemos para o Espaço do Leitor, ou Cartas à Diretora, etc. (uns há dezenas de anos outros nem tanto) com motivações distintas para participar desta forma na vida pública. 
Percebemos que há cada vez mais leitores a escrever e daí que seja importante estender-se, alargar o espaço (talvez um dia os leitores mereçam uma página inteiriiinha) que os jornais lhes destinam. Porque é muito importante conhecer-se a voz dos cidadãos. E faço aqui um reparo: como fazem falta as vozes femininas (apenas duas leitoras-escritoras estiveram no Encontro).
O espaço reservado aos leitores é o lugar privilegiado para se auscultar a sociedade civil, os seus sentimentos, as suas indignações, revoltas e, sobretudo, perguntas. Os leitores fazem muitas perguntas. Queremos perceber muita coisa que não dá para perceber…
Os leitores-escritores de cartas concluíram que é necessário que os jornais indiquem quais os critérios de seleção das cartas e não apenas o número de carateres. Percebemos, por nós mesmos, que a brevidade, a relevância (assuntos que estão na agenda mediática), a autoridade do leitor numa determinada área, entre outras, sejam regras que estarão por certo presentes no momento em que o jornalista se decide por esta ou aquela carta.
Havia um livro que não tirou os olhos de mim durante uma  boa parte do Encontro: Nunca desista de seus sonhos (Augusto Cury)! Assim farei, assim farão os leitores-escritores de cartas para jornais: continuar a escrever, procurando contribuir, ainda que seja o contributo do tamanho da semente de mostarda, para um país melhor e mais justo.


1 comentário:

  1. Na lista que a Céu anteriormente publicou, constavam 17 nomes. Quem foram os restantes? Se a Céu não se importasse,ficávamos a saber todos.

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