quarta-feira, 23 de março de 2016

O país da crise


Andamos há tempo demais a ser bombardeados com a crise… mais a crise… e depois a crise…

Um bocado fartos disto, não?

E afinal, parte da crise resolvia-se com uma maior atenção sobre muitos abusos espalhados por aí.

Apenas um pequeno exemplo: observe-se a qualidade dos carros que circulam nas estradas portuguesas. Nem em países com melhor poder de compra se vê uma frota topo de gama como a que vemos neste país pobrezinho.

Juro que não sou invejosa! O meu carrinho é excelente e paguei-o eu!

Mas diria que muitos carros parecem caros de mais para quem os conduz. Então como se pagam ou quem os paga?  

Neste momento alguém pensa: pois, devem ser carros comprados por empresários para o serviço das empresas que gerem! – Sim, infelizmente é uma prática recorrente e viciosa!

Dirão: então e tal… dignificar a empresa…

E eu pergunto, para vender “sabonetes” é preciso BMW ou Mercedes, ou um carro comercial seria mais adequado?

Seria, mas não era a mesma coisa!

E assim, os encargos de carros em serviço particular, entram nas contas das empresas, que assim pagam menos impostos e ainda por cima, se a coisa correr mal, deixam de pagar salários por conta destes desequilíbrios que nunca ninguém averigua. A chamada gestão danosa que prejudica terceiros, que nunca são defendidos dignamente.

Mas então, as finanças que descobrem tudo, até aquela última moedita bem lá no fundo do bolso das calças, não acham estranho que empresas muitas vezes com problemas financeiros comprem carros caros demais?

E porque as finanças portuguesas são boas a descobrir a agulha no palheiro (quando querem) não estranham quando estes patrões dos Mercedes e dos BM declaram um salário mínimo, para depois irem usufruir de apoios que deveriam ser reservados a quem deles precisam; veja-se as bolsas de estudo por exemplo cujo plafond é esgotado por muitos meninos de papás, também eles a deslocarem-se para as faculdades em topos de gama.

A moralização destas situações era fácil, barata e daria milhões aos cofres do estado, para além do cumprimento duma justiça social que tarda…

1 comentário:

  1. não é comentário, apenas chamada da atenção dos mais distraídos para a deselegância exibicionista de excessos e há sempre excesso quando quem dá sinal exterior de nada lhe faltar abre a boca e se nota que faltou tudo e nem a aparente a
    bundância fez começar valorização de si próprio de maneira a dar bom exemplo e não ser socialmente caríssimo

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