Ainda não
tinham passado 24 horas após as eleições legislativas na Grécia e já o partido
vencedor e conotado com a extrema-esquerda – o Syriza – tinha feito coligação
com um dos partidos menos votado – o Anel, de Panos Kamenos – consubstanciado
em Gregos Independentes da direita nacionalista, pelo que, sem qualquer perda
de tempo, Alexis Tsipras tomou imediatamente posse como primeiro-ministro da
nação helénica.
Todavia,
intramuros, ainda não ouvi os nossos ‘sabidolas’ constitucionalistas, ou
juristas, ou os doutos homens de direito, bem como os papagaios do costume,
defenderem para a nação lusitana que, em tão curto espaço de tempo, após um
processo eleitoral, logo se tome posse, sem os habituais e negativos
interregnos, com consultas e mais consultas ao PR que só prejudicam o bom
andamento dos negócios da nação.
Só ouço o
choro lamuriante das carpideiras defensoras do sistema instituído criticando
tenazmente a ‘má’ escolha do povo grego, que elegeu – ‘à má fila’ - um partido
marcadamente da extrema-esquerda, que se aliou – para governar – a um pequeno
partido de direita.
Resumindo:
os opinantes e os acérrimos defensores do conluiado ‘arco da corrupção’ que se cuidem,
mudando de tom, pois a música, agora, vai ser outra, quiçá de melhor feição para quem
tem sido prejudicado e até esbulhado do que – por direito próprio - lhe
pertencia.
José Amaral
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