sábado, 5 de novembro de 2016

AQUI, NO INFERNO

Aqui no inferno as pessoas riem. Julgam-se felizes. Mas são escravas. Escravas do tempo, dos horários, do trabalho, do dinheiro, dos chefes, do governo, das multinacionais, da TV, da opinião pública. Aqui no inferno as pessoas fazem de conta. Deixam que as vedetas vivam por elas. Aqui no inferno há mulheres belas que nos olham e tentam, que nos dão tesão mas são inacessíveis. Aqui no inferno há compra e venda, notas e moedas que circulam e cartões bancários a ajudar à festa. Aqui no inferno é a dança da farsa, com falsos sorrisos e amizades hipócritas. Aqui no inferno o álcool ainda disfarça. Vamos de copo em copo e julgamo-nos reis da populaça. Aqui no inferno a vida é safada. Corrida, atropelo, trepar por cima da manada. Aqui no inferno não vales mesmo nada.

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