sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

De Almaraz, nem bom vento, nem bom casamento



A nossa Ordem dos Engenheiros (OE) tinha previamente agendada, com pontos de ordem
explícitos, uma reunião com a administração privada da Central Nuclear de Almaraz. Esta cancelou-a unilateralmente. O bastonário da OE Carlos Aires e vários engenheiros, já à porta daquela empresa, foram barrados… tendo sido (para cúmulo) identificados pela Guardia Civil
espanhola(!). Que tem a esconder a Central? Destratou a OE e o seu direito à  informação. Quem não deve não teme! Foi prestado um péssimo serviço à engenharia ibérica e à relação entre os dois países.
   Esta Central atómica, desde a fundação, já teve cerca de três mil incidentes! Houve uma fuga
radioativa em Julho de 1988, nunca reconhecida pela empresa, que fez com que nascessem 146
bebés malformados geneticamente, dos quais morreram cerca de metade! Gases radioativos
chegam diariamente a Portugal, embora sejam ocultados. Um acidente grave nesta indústria
nuclear é uma  pequena bomba atómica incontrolável. Almaraz, cujo primeiro reator a laborar,
data de 1983, tendo mais de 30 anos de vida, atingiu o limite de existência. Devia estar encerrada! Dista da nossa fronteira, o equivalente a uma viagem de Coimbra ao Porto…
   Se Portugal não tem energia nuclear, porque razão estar permanentemente sujeito a possíveis
repetições do tipo - Chernobyl ou Fukushima?
   O Governo de Portugal deve ser intransigente na defesa do seu povo, face a quem incorrectamente nos relegou a uma mera província castelhana.

                                          artigo de opinião de  Vítor Colaço Santos

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