quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

OBRIGADA ZECA


"Alguma coisa do que fui e sou fui em viagem"
José Afonso
Passaram 30 anos desde que José Afonso, vulgarmente denominado Zeca nos deixou. Corria o ano de 1987.
Baladeiro e compositor notável, conciliou de forma exímia a música tradicional portuguesa e os temas tradicionais com o protesto e a intervenção social.
A geração que já nasceu após a democracia que Zeca ajudou a construir, pouco ou nada sabe desta figura ímpar da cultura portuguesa.
Creio mesmo que muitos jovens de hoje não o ouvem cantar nem sabem quem é, ou, quando ouvem alguma coisa lembram-se apenas de "Grândola Vila Morena" e da Revolução dos Cravos, o que não lhes diz muito...
Cabe-nos a nós que ainda o acompanhámos, nem que mais não seja em honra do seu legado, não deixar que caia no esquecimento nem o homem que Portugal deixou morrer na pobreza , nem a obra, essa felizmente imortal.
Sejamos capazes, como Zeca de recusar o facilitismo, de denunciar a hipocrisia e fazer da palavra e da música uma arma.
É que os vampiros continuam por aí…muitos disfarçados de democratas, cantando a Grândola como se a sentissem…
Em homenagem ao Zeca, digo como Lopes Graça …Acordai…
Obrigada Zeca.

NOTA: por favor não façam leituras político-partidárias deste post. Obrigada

Graça Costa 

3 comentários:

  1. Obrigado Graça pela belíssima prenda que nos deu! Não resisto a enviar-lhe um beijinho ( se for abuso, reencaminhe-o para o Zeca, no além...).

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    1. Não é abuso - recebo-o com carinho e partilho-o com o Zeca, esteja lá ele onde esteja . Bem haja

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  2. Parece-me que foi Che Guevara ou o padre Camilo Torres, um deles, disse que a revolução é amor. E há efectivamente, quem faça a revolução sem dar um tiro. Entre outros, Gandi, Mandela, Jesus Cristo, Zeca Afonso. Aliás, digam lá se um homem que escreve e canta coisas tão belas e de uma ternura imensa como esta, será/seria capaz de dar um tiro? E quem duvida que foi um revolucionário exemplar?

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