sábado, 15 de abril de 2017

Casa da música

Dizer da Casa da Música que é um “elefante branco”, se vindo de pessoa culta, só pode ser excesso de linguagem; dizer que não se tem disso a menor dúvida, é mais uma das baboseiras que se dizem e escrevem com demasiada frequência…
De resto, dizer “elefante branco”, como “bancarrota”, é daquelas expressões que, de tão vulgarizadas, já perderam o real significado que lhes era dado.
A Casa da Música é cultura. Cultura precisa de investimento, já que o edifício, por si só, não serve para nada, a não ser para espantar os basbaques. Mas dotada de orçamento condizente com a responsabilidade que lhe cabe, tem retorno garantido.
Quando se constroi algo sobredimensionado para os fins que se pretendem, e a despesa na sua manutenção e funcionamento é superior aos benefícios colhidos, aí é legítimo falar em desperdício; agora meter tudo no mesmo saco só por distracção ou maledicência.


                                            Amândio G. Martins

5 comentários:

  1. Se bem entendi o Amâncio, o conceito de "elefante branco" aproxima-se ou sobrepõe-se ao meu. Já me tinha retirado e daí o ficar por aqui. Deixo a palavra ao Joaquim Tapadinhas, se o entender.

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  2. As coisas são o que são, mesmo, que muitas vezes, nós gostássemos, de acordo com a nossa formação e objectivos, que fossem o que nós desejamos, só que a realidade é não é moldável e é o que é. Muitas vezes, ou sempre, para perceber um fenómeno é preciso aprofundá-lo e isso sempre leva muito tempo.

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  3. Fernando Rodrigues, tanta polémica para que? O Senhor, acredite, da minha parte que é verdade, não necessita de tanto protagonismo, não acredito que tenha necessidade de tal e de ter necessidade de gerar tanta polémica em redor efectivamente de um "elefante branco", tal como é Centro Comercial de Belém, aliás peço desculpa o Centro Cultural de Belém É uma pessoa inteligente...mas quem sou eu, para avaliar os outros?. Estou velho e... já com cara de parvo, e não serei a pessoa ideal para julgar os outros.
    Só uma recomendação, com todo o respeito...que muita gente não tem neste espaço...o Nome do autor, sobre a Casa da Música, é o Amândio e não Amâncio, como por distracção se referiu...Cuidado com estas trocas de nomes. porque já fui repreendido uma vez por este senhor, por me ter enganado indevidamente, ao ter mencionado mal o seu nome...mas pedi desculpa na devida altura certa
    Estamos na Páscoa, é tempo de reconciliação entre todos. Vamos fumar o cachimbo da paz.
    Já agora...mas volto a frisar...afinal quem sou eu? Ninguém. Porque não acabar uma vez por todas, com esta "treta" de se fazer comentários? Só cria mal estar, e entre alguns de nós. Dizes tu, digo eu...afinal que guerra é esta? Parem meus senhores, as opiniões de cada um de nós valem o que valem, e, nada mais.
    Recebam se entenderem, se não entenderem, para mim tanto faz...
    Aquele abraço fraternal do,
    Mário Jesus

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  4. Antes de mais, uma correcção: o meu nome é Amândio. Quanto aos malfadados elefantes brancos, o que eu julgo saber desta "lêndea", porque cito de memória, é que ela tem origem no antigo reino de Sião. O monarca desta país, quando queria castigar algum dos seus cortesãos, oferecia-lhe um elefante branco, animal raro e sagrado naquela cultura. Como o presenteado não podia recusar a oferta e ficava obrigado a cuidar bem do bicho, em pouco tempo ficava arruinado...

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  5. Ao Amândio peço desculpa pela troca que fiz do seu nome.Um homem que usa, no blogue, o pseudónimo dum filósofo sofista, desculpará, tenho a certeza.
    Ao Mário Jesus peço-lhe: não faça julgamentos de personalidade ou carácter como fez ao falar naquilo que chama de
    minha tentativa de protagonismo. Numa coisa tem razão: o senhor não é ninguém (nem nenhum de nós) para julgar os outros. Pode chamar "guerras" às polémicas, pode até "odiar" a caixa de comentários chamando estes últimos de "treta" mas eu estou aqui precisamente por valorizá-los infinitamente e, sem eles ( e a caixa não está cá por acaso), o blogue não tinha razão de existir. Se assim não fosse, os textos originais não passariam de um "olhar-se ao espelho" e perderiam todo sentido. As "opiniões de cada um valem o que valem? Pois então, como poderia não ser assim? Agora, cotejadas, debatidas e por aí fora, talvez nos enriqueçam a todos ou, pelo menos, a alguns. A "paz podre" do isolacionismo de escrita só pode ser deletéria ou, no mínimo, estéril. Termino com votos de Boa Páscoa, embora sem aquele tom "paternalista" e confessional que usou na parte final do seu comentário!

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