terça-feira, 1 de março de 2016

Os portugueses podem confiar nos bancos?


Com este título, o programa televisivo ‘prós e contras’ da RTP1, informou-nos que, dos portugueses por si inquiridos, 85% disseram que não confiavam.
O painel dos senhores convidados – novas caras, novos ‘artistas’ – dissertaram sobre tão surripiante assunto de lesa cidadão e, consequente, lesa Pátria.
Assim, acabamos de saber que não existem fundos de resolução europeus para se substituírem aos bancos falidos – saqueados internamente -, e, com o Estado também falido, o vulgar cidadão – depositante ou não – é que fica completamente à mercê do depenar criminoso de tais falsários banqueiros. Isto é, o contribuinte é chamado a pagar com ‘língua de palmo’ enquanto a banca dá prejuízo; quando dá lucros, fica à margem de tais maquias.
E qual tem sido o papel do Regulador? Não passa de um modelo que abre a bolsa do contribuinte para colmatar os saques criminosos de tais bandidos.
Também se aventou se o Novo Banco – carcomido à nascença – deve ou não ser nacionalizado.
Claro que já foi nacionalizado com o dinheiro dos contribuintes, para depois ser entregue – livre de qualquer passivo ou lixo tóxico - aos privados!
Nem o Ali babá e os seus quarenta ladrões se comportaram tão mal como a banca actual.

PÚBLICO 3MAR2016

José Amaral

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