quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ó gentes da minha terra! Ó gentes do meu país!

Ó gentes da minha terra! Ó gentes do meu país! Vede bem o que se passa quando alguém afirma e diz, que de mal isso não quis.
Mas vede como a riqueza nacional cada vez mais se esvai.
Muitos cafés acabaram para darem lugar a dependências bancárias.
E quais foram as mais-valias arrecadadas?
Só para alguns isso foram, que tudo rapinaram em proveito próprio, enquanto o país mais endividado ficou.
E, agora, o que passa? O mesmo!
O turismo está no máximo esplendor do boom mundial.
As casas de passe – que existiam nos centros históricos das cidades – estão a transformar-se em hostels e hotéis, enquanto os antigos moradores do burgo são enviados para outras paragens. E tudo em nome do progresso, da restauração e do turismo de massas.
Um dia, os turistas – artistas indomáveis que tocam em outras paragens – não voltarão e as cidades ficarão ainda mais desertas do que estavam.
Viva, pois, o progresso, que em muitos dos casos é apenas um retrocesso.

José Amaral


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