quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Se Portugal é Europa …

Se Portugal arde e é Europa, parte da Europa está a arder. Se os nossos tutores máximos são as instituições europeias, que dirigem e regulamentam as nossas vidas, essas mesmas instituições têm de se preocupar com os desastres e as tragédias que surgem no território. Se sucedem incêndios gigantescos e infernais, em países que pela sua situação geográfica e orográfica a isso são mais propícios, tais como Portugal, Espanha, França ou Grécia, a União Europeia deve estar atenta a esses fenómenos e agir em conformidade com as suas responsabilidades.
Não é de lá, do alto do Olimpo Europeu, a editar regras e leis, que muitas vezes apenas têm em mente as estatísticas e a contabilidade, coisas um pouco abstractas, esquecendo que, de facto, existem pessoas, seres humanos, que sofrem para que sejam cumpridos os seus ditames, que os elementos do Parlamento e da Comissão percebem os problemas e as dificuldades que lavram por todo este espaço idealmente pensado, mas racionalmente mal conseguido.
Portugal está a arder. Que resposta tem a União Europeia para imediatamente responder a este desastre? Em situações anómalas, de que este inferno é uma amostra, terá o governo português de, obrigatoriamente, cumprir o défice orçamental a que estava obrigado?
Em situações anómalas como incêndios, terramotos, cheias, vendavais, etc., que ajudas aos países sacrificados estão programadas na União Europeia?
Que pensam ou programaram os “doutores” da União Europeia sob a forma de tratar todas as possíveis epidemias que podem assolar os diversos países que a compõem?
Perante esta tragédia que está na União Europeia, no palco de Portugal, aguardamos que, de forma enérgica, as equipas de responsáveis pelo destino de muitos de todos nós, saibam perceber o seu papel, passando imediatamente à acção.   

Joaquim Carreira Tapadinhas – Montijo


4 comentários:

  1. As questões que o amigo Joaquim aqui levanta, são absolutamente lógicas e pertinentes. Não sei se a divulgação deste texto é feita apenas aqui neste blogue. Se é, é uma pena!

    ResponderEliminar
  2. amigo Tapadinhas, espero que não se importe, publiquei este seu texto na minha página do f book. Evidentemente, com a sua assinatura e depois um comentário a dizer que o mesmo tinha sido publicado aqui no blogue " A Voz da Girafa" o blogue dos leitores/escritores de jornais.

    ResponderEliminar
  3. Meu caro Amigo Francisco - Agradeço as suas palavras e a atenção que deu a este texto encaminhando-o para o seu face book. Na verdade, no mesmo dia que coloquei o texto neste blogue enviei-o para os jornais Expresso, Público e DN, que até agora não o publicaram, mas espero que algum deles o faço. Mais uma vez, obrigado pela sua atenção e, sempre que o entenda, pode utilizar, como entender melhor, os textos que aqui divulgo. Um abraço fraterno e lusitano.

    ResponderEliminar
  4. Publicado, hoje, dia 15.08.2016, no jornal Público.

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças a quem quer que seja. Não serão considerados os comentários anónimos. Obrigado.