domingo, 9 de outubro de 2016

O CHE E A ALIENAÇÃO


Os partidos de esquerda falam exclusivamente de questões económicas. Ernesto Che Guevara combatia tanto a miséria como a alienação. Afirmava até que um dos objectivos fundamentais do marxismo é fazer desaparecer o interesse, o factor interesse individual. Falava também em liquidar o dinheiro e o mercado. De facto, a vida não pode ser só dinheiro e trabalho. É pensamento, é arte, é amor, é sentimento, é alegria, é tristeza. Há vários factores não económicos que condicionam o nosso dia-a-dia. A relação com os outros, as imposições dos media, a solidão. Tudo isso altera o nosso estado de espírito. Daí que estejamos muitas vezes alienados. Daí que a vida seja, muitas vezes, insuportável.

3 comentários:

  1. A vida é trabalho e este, como tem de ser medido, é aferido com a moeda, de acordo com os valores estatuídos pelos mercados. A casa onde moramos, o café que bebemos, os sapatos que descalçamos, o remédio que tomamos e a seringa com que nos medicamos, tudo resulta do fruto do trabalho. O papel em que lançamos os nossos pensamentos filosóficos ou artísticos e tudo por aí fora, nasceram do trabalho. Logo, o trabalho é importante e vital. O grande problema é a correspondência entre o trabalho e a moeda, que nem sempre corresponde a um valor que designamos por justiça social. Mas isso é de uma profundidade tal que dava para centenas de teses de ultra-doutoramento e não há espaço, nem paciência, nem sabedoria (no meu caso) para tal. Um abraço ao Pedro Ribeiro que valoriza imenso este blogue.

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  2. Gostei do texto 'O CHE E A ALIENAÇÃO', mas, sinceramente, mais gostei da opinião do Joaquim Tapadinhas. Ambos tomaram posições certas, que complemento com quase nada, pois pouca cheta tenho.
    Um abraço a ambos
    JA

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