quarta-feira, 12 de abril de 2017

O "sucesso" de Manuel Dias Loureiro

O título deste meu pequeno texto assumo-o como "roubado" ao jornalista Manuel Carvalho que o colocou a encimar o artigo que hoje (12/4) vem no PÚBLICO. O que também quer dizer que "assino por baixo" o que ele escreveu e sinto necessidade em desabafar.
Dias Loureiro, aproveitando um "infeliz" despacho de arquivamento dos processos em que era arguido, vem fazendo ( com aquele "ar sonso de suspensórios vermelhos") o papel de "coitadinho" que se diz invejado por ter sido um caso de ... sucesso. E grande parte dos analistas dão-lhe respaldo, focando a tenção naquilo que chamam de "arquivamento acusatório" por parte da magistrada, uma falha de escrita jurídica evidente mas que não é o cerne do problema. Este é, sim, aquilo que Dias Loureiro fez, que Manuel Carvalho nos relembra e que é... "muito para além da esfera do que a lei aceita ou proíbe" ( MC dixit).
A Céu Mota ainda hoje, neste blogue, trouxe à colação a nossa herança cultural e estruturante greco-romana. Pois bem, de Roma vieram a leis e com elas a civilização das sociedades organizadas mas da Grécia veio muito mais. Vieram a filosofia e a espiritualidade, o pensar que nos permite, para lá de civilizados na legalidade, sabermos o que significam a ética e a honra e vermos "as coisas por detrás das coisas" ou. melhor, "o homem por detrás do homem".

Fernando Cardoso Rodrigues

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