quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Os muros de todas as nossas desgraças colectivas


Os muros de todas as nossas desgraças colectivas tentam sempre ocultar os nossos telhados de vidro, que são autênticos borrões, espelhos das nossas pesadas consciências, manchadas por erros que nunca deveríamos ter feito, ou mesmo neles termos pensado.
Assim foi com o Muro de Berlim que desapareceu para dar lugar a novos muros de lamentações mil, aonde os nacionalismos exacerbados e os populismos instituídos vão originando ‘guerras santas’ lá para as terras da Hungria, Sérvia e Áustria, enquanto a Velha Albion está a erigir em solo francês – junto ao porto de Calais – o seu muro da vergonha.
Entretanto, nós, os ‘bons’ desta desunida Europa, olhamos para o outro lado do Atlântico, onde Trump – o mau da fita, o cowboy dos cowboys e cowvacas – quer armar ainda mais o povo do tio Sam e promete – caso venha a ser eleito presidente de todas as cowboyadas – erguer também um muro de trumpa ao longo da fronteira com o México. E tudo em nome da sua mui propalada ‘superioridade moral americana’.


José Amaral

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