sábado, 3 de setembro de 2016

Ele, que se cuide

Mais uma vez as forças policiais, para manterem a ordem pública, alvejaram mortalmente um jovem que, se estava no local errado e em hora de má sorte, certamente não estaria na melhor companhia, nem a praticar uma boa ou aceitável acção de cidadania. A polícia não age tão levianamente, nem quer, de ânimo leve, tirar a vida a ninguém.
Esse jovem, de alcunha Pika, parece que era muito querido no local onde vivia. Então, qual terá sido o porquê de tal acção policial?
Ele e mais uns amigos terão assaltado um estabelecimento comercial e roubaram o que puderam; apoderaram-se de um veículo que não era de nenhuns dos intervenientes; na fuga, embateram num carro que estava estacionado na via pública, para depois abalroar o carro da polícia que os perseguia, sem nunca deterem a marcha acelerada.
E se os polícias não tivessem agido e deixassem tais inocentes jovens fazerem mais das suas? E se matassem alguém durante a fuga ou tivessem morto algum polícia? Teriam agido no cumprimento da lei do faroeste?
Agora, temos a dor e revolta das gentes que defendem tal juventude, que tudo faz, tudo exige, nada cumpre, e até ameaça.
Assim, o polícia que matou o Pika, em cumprimento pleno da defesa da segurança pública, é que tem de se preocupar com o seu exemplar acto de cumprir com lealdade o seu dever.
Ele, que se cuide; é o que está a dar.

José Amaral



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