terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Enforcados às escondidas





Cerca de treze mil (13.000), um número redondo. Na Síria
Na verdade não, é esquinado, aguçado, dói. Se considerarmos o desaparecimento súbito de milhões de russos enquanto Estaline fumava tabacos caros em cachimbos Dunhill, 13.000 é uma cifra miserável, sem valor, um quase nada.
Assad é um mero e fraco aprendiz de ditador facínora, tem as mãos salpicadas de sangue mas ainda não tem o suficiente para se banhar nele todas as noites no jacuzi de marca americana e ser um herói telegénico para todos nós.
No meio deste mal-entendido civilizacional, demasiado real, ele é um homem bom, Putin uma excelente pessoa – filantropo -, e o mundo em geral assiste impávida e equinamente a uma novela por imagens que passa todos os dias à mesma hora, nos canais de informação, enquanto uns deglutem a batata e outros já estão na fase de palitar os dentes.

Trump também é um bom carácter: uma gravata mal escolhida, não quer dizer nada. 

Assim vai o mundo, enviesado é certo, mas segue invariavelmente o seu caminho.

www.luizrobalo.blogspot.pt 

1 comentário:

  1. Falta dizer que quem denunciou isto, na cadeia de Saydnaia, foi a Amnistia Internacional.
    FAÇAM-SE ASSOCIADOS!!

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças a quem quer que seja. Não serão considerados os comentários anónimos. Obrigado.