segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A "racionalidade" do nuclear

Falar destas coisas já quase nos faz sentir "apatetados", dada a impossibilidade de ser racional com os actores que comandam o assunto. Mas não adianta "tapar os olhos" e portanto aqui vai. Primeiro Trump, após várias ameaças "holywoodescas, faz um "acordo" com o norte-coreano  e parece que este vai meter o nuclear "na gaveta", com troca de "mimos" entre os dois. Desconfia-se. No entretanto, o mesmo Trump rasga o acordo escrito com o Irão, este escrito e assinado entre os dois e ainda a União Europeia, que discorda do norte-americano. Começa agora a falar-se duma eventual Alemanha nuclear. Alemanha esta que acabou com todas as centrais nucleares após o relativamente recente desastre de Fukushima....
Deixando de lado esta última, para já, especulação, baseada no abandono a que Trump quer votar os ocidentais  e a NATO, falemos dos outros dois. Então confia-se "de boca/ouvido"" na promessa do homem da Coreia do Norte e rasga~se um acordo  real e... vigiado pela Agência Internacional de Energia Atómica ( acho que é assim chamada)?! Com terceiros envolvidos "de jure" e discordantes da decisão? Sei que toda a racionalidade de interpretação, com gente desta e no tempo que vivemos, é inviável, e até me apetece dizer como os "falsos modestos" que arranjam desculpas para si próprios com o execrável "quem sou eu para?...", mas....
Entretanto, olho e vejo Trump, Kim-il-Sun (será?), uma teocracia que, por isso mesmo, pouca confiança inspira ( embora, no acordo, tenha razão) e ainda ( lá longe...) Putin e não fico mesmo nada sossegado! Ah! um pormenor despiciendo: Steven Seagal , canastrão de Hollywood, admirador de Putin e Trump e " defensor do ambiente, dos direitos dos animais e budista (três uau!)" (sic), foi nomeado enviado especial da Rússia nos EUA. Bravo, bravíssimo, bravo!...

Fernando Cardoso Rodrigues

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