domingo, 3 de julho de 2016

Serão todos refugiados de guerra?


No dia 2/7 ouvi de fonte fidedigna o testemunho que passo a relatar, acerca do acolhimento de refugiados provindos de paragens aonde não tem havido paz: Síria, Afeganistão; Iraque, de entre outras latitudes em guerra.
Assim, face a tão horrível calamidade perpetrada pelo homem, a UMP – União das Misericórdias Portuguesas – apelou às Santas Casas de Misericórdia para acolherem no seu seio, sempre que possível, alguns refugiados.
Nesse sentido, uma das Santas Casas do distrito de Viseu, respondendo ao apelo, misericordiosamente acolheu seis refugiados, supostamente um casal e quatro filhos menores.
Tudo lhes foi dado de modo a reintegrá-los em toda a plenitude social e vivencial.
Foram sujeitos a consultas médicas, sendo-lhes atribuído um médico de família; foram também alojados num amplo e moderno apartamento T3, mobilado e com todo o tipo de víveres.
Foram incluídos na escola pública, com professores específicos em relação à sua língua de origem árabe. Deram-lhes alguns euros, tipo semanada. Enfim, melhor do que lhes foi franqueado seria um desperdício.
E sabem o que lhes aconteceu? De um momento para o outro desapareceram sem deixarem rasto, abandonando tudo aquilo que lhes foi dado de mão beijada.
Portanto, meus caros concidadãos do mundo, parece que tudo que parece pode não ser aquilo que parece ser. E mais ainda, é que os acolhedores até ficaram sem saber se os quatro petizes seriam ou não filhos do casal e, portanto, se o casal tinha algum laço familiar entre si ou entre todos.
Nota final: este caso também teve alguma visibilidade na comunicação social, mas pouca relevância se deu à fuga dos presumíveis e ‘carentes’ refugiados.
Afinal, aonde estarão?

José Amaral


3 comentários:

  1. É efectivamente um mistério, amigo Amaral! Mas estes mistérios não invalidam as pulhices que lhe estão na origem.

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  2. Concordo em absoluto com a observação do colega Francisco Ramalho e eu, e a minha família, não queríamos estar na pele dos refugiados desaparecidos, que nos comentários que se escrevem sobre este acontecimento, sempre impregnados duma dose de veneno, aparecem sempre como seres ingratos, ser se saber nada sobre o seu desaparecimento.

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  3. De facto, não se pode confundir a 'árvore com a floresta'; todavia exitem muitas incógnitas por decifrar.
    E já agora acrescento que o referido núcleo de refugiados era portador de bons telemóveis ligados à internet. Enfim, a nuvem passa e o Sol de novo brilhará.

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