sexta-feira, 2 de setembro de 2016

BRASIL, UM GIGANTE À DERIVA



“ Diante das acusações que contra mim são dirigidas, não posso deixar de sentir novamente o gosto amargo da injustiça e do arbítrio. Mas como no passado, resisto. Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos cobardes.(…) Não luto pelo meu mandato por vaidade ou por apego ao poder. Luto pela democracia, pela verdade e pela justiça.”
Foi assim, desta forma digna e vertical, que Dilma Rousseeff, a presidente eleita do Brasil, se dirigiu aos oportunistas, aos golpistas, que lhe usurparam o lugar para que fora democraticamente eleita pela maioria dos eleitores brasileiros. A cassação do seu mandato sem que tenha cometido crime de responsabilidade.
Dói ver aquele imenso país de inúmeras potencialidades, à deriva, minado pela corrupção, pela sede de poder, pela ambição desmedida. Dói ver aquele povo de 200 milhões de almas que fala a língua de Camões, indefinidamente à espera de pão e sossego. Nos últimos anos, teve mais algum. Mas os que sempre tiveram a pança cheia, não querem repartir nenhum, com os que lhe a enchem. Com os que nada têm.
Que as palavras de Dilma, a mulher que na sua juventude enfrentou a ditadura, sejam o novo grito do Ipiranga, e que os milhões de brasileiros mais esclarecidos, dignos e patriotas, não se rendam. O gigante encontrará rumo certo. Será bom não só para o Brasil, mas também para toda a América Latina e para o mundo. Os democrata de lá, de cá e de todo o lado ,assim o desejam.
Francisco Ramalho

Corroios, 2 de Setembro de 2016


Hoje,7/9, no DN

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