Os resultados das eleições para a Assembleia da República, de 4 de Outubro de 2015, foram determinantes para clarificar os candidatos às eleições para Presidente da República, já que a derrota da direita (PSD/CDS) e o afastamento do seu governo, condicionou e limitou as suas opções, deixando ao mesmo tempo pelo caminho possíveis candidatos do chamado «arco da governação», lançados com muita antecedência, numa estratégia de tentar desvalorizar e perturbar as eleições legislativas (Durão Barroso, Santana Lopes, Rui Rio, António Vitorino, António Guterres, Manuela Ferreira Leite).
Os partidos, que agrupam
interesses e classes sociais, é normal que apresentem ou apoiem um candidato a
Presidente da República, provando uma vez mais que os partidos não são todos
iguais, e desmistificando erros voluntários e confusões, alimentados sobretudo
pelos que defendem as opções que mais interessam a ricos e poderosos, ora
salientando o alegado virtuosismo de independentes (de quê e de quem?), ora
aconselhando de que tudo já está decidido, mesmo antes do povo votar.
Marcelo Rebelo de Sousa, com
alguns amargos de boca em debates, verificou que os mesmos não eram os doces
monólogos, que protagonizou durante muitos anos na TVI, branqueando a acção política
e governativa do PSD/CDS. Agora, procura iludir os menos avisados, de que não é
o candidato de confiança da direita, para tentar atenuar a sua derrota de 4 de
Outubro de 2015, substituindo Cavaco Silva e desenvolvendo uma acção
presidencial de confronto com a Constituição que dificulte o combate ao
empobrecimento, desigualdades e injustiças sociais.
No ano que comemoramos o 40.º
aniversário da Constituição da República, que apesar de mutilações provocadas
pelo «arco da governação», mantém princípios e normas que permitem a realização
de políticas económicas e sociais que se identifiquem com o projecto de
sociedade que o Povo Português ambicionou com o 25 de Abril de 1974, é
importante a eleição dum Presidente da República que honre o juramento de
defender e fazer cumprir a Constituição.
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