quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A incoerência


Chegou a hora de a direita portuguesa ter o seu jackpot. Deu-lha o croupier Ricardo Robles que, tão “ingenuamente” como qualquer jogador de casino, lhe estendeu a passadeira (vermelha?) para embandeirar com todos os arcos que, felizmente, estavam cheios de bolor por falta de uso. Os que são brandidos com muita frequência e, por isso, bem coçadinhos do uso, nem têm tempo de ir para o baú das coisas de que sabemos precisar um dia destes. Vinda daquele lado - o Bloco de Esquerda - a “coisa pia mais fino”, porque, na realidade, não estamos habituados. Se fosse de outras paragens, logo diríamos “venham mais cinco”. E eles vinham, que é tudo uma questão de tempo. Serve isto para atenuar a falta de Robles e a impensada defesa que lhe concedeu o seu Partido? Não, e só se espera que, politicamente, o ex-vereador seja punido, porque, no plano judicial, ao que se sabe, não tendo incorrido em qualquer ilegalidade, não poderá ser molestado. Mesmo assim, não é agradável ver-se gente que sobrevaloriza a ética metida nestes “assados”. Que não venha agora a asserção simplista/populista de que os políticos são todos iguais. Não são, e confio em que alguns aprendem com os seus erros.

2 comentários:

  1. Aqui há dias publiquei aqui um texto que expressava, mais ou menos, o que o José diz. Mas a coisa ainda é mais grave pois soube hoje que há uma lei (de 2014?) que diz, preto no branco, que o proprietário tem que estar ( porque tem de assinar) ao corrente de tudo, inclusive do valor pedido na venda. Ora Ricardo Robles disse que o valor dos 5 milhões era por ele desconhecido pois só a imobliária que anunciou a venda o sabia! Foi um magistrado que me leu adita lei nessa parte, portanto...

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  2. Os meninos ricos nos partidos "pobres" sempre me levantaram muitas interrogações...

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