terça-feira, 18 de julho de 2017

Portugal é um país racista?

Os representantes de cidadãos negros e de ciganos, pelo menos, no programa televisivo ‘prós e contras’ da RTP1, com o interrogativo mote de ‘Portugal é um país racista?’, assim acham, confessando que Portugal tem um esqueleto racista no armário, e que os seus habitantes se comportam como tal.
Também foram de opinião de que é mais delicado dizer-se negro em vez de preto, mas que esse eufemismo não chega, que o foco essencial está no institucional.
Eu, que sou branco ou ‘alvo’?, senti-me muito ofendido com alguns dislates que foram ditos no decorrer do programa, o qual rolou – no meu entender - com muito sectarismo.
Portugal não pode esconder o seu passado, em que muitas coisas más ou terríveis foram também feitas, mas não se deve andar sempre a bater na mesma tecla, pois, historicamente não fomos tão tenebrosos como outros povos o foram.
Se as hipotéticas vítimas de racismo quiserem desenterrar o esqueleto racista que dizem existir em cada um de nós, sem exclusão de cor: brancos, mulatos, negros, amarelos, vermelhos, ciganos, que o façam, mas que cumpram as leis vigentes em relação às sociedades onde estão integradas.
Não queiram, por erros ancestrais, ter agora um deus para si e um diabo para os demais.
E fico-me por aqui, a fim de evitar mais alguma confusão, ou ser obrigado a tirar do armário o esqueleto racista que, no referido programa, disseram existir em mim.

José Amaral

3 comentários:

  1. Parece que não somos racistas, mas a ideia que muitas vezes fica é a daquele sujeito que dizia não ser racista, tanto apertava a mão a um branco como o pescoço a um preto...No concernente àquele assunto que agora é notícia, aqueles meninos não serão de todo inocentes, mas o comportamento que vem sendo atribuído aos polícias é intolerável! Eles devem pensar que estão nos Estados Unidos, onde é possível ver um polícia despejar a pistola no "canastro" de uma pessoa de cor com a maior facilidade...

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  2. Existem pessoas racistas, tanto entre negros, com entre brancos. Nós, na Europa, e no caso de Portugal, encontramos com frequência situações em que o racismo predomina. Também existe muita gente a viver à conta dessa falta de humanismo, apregoando uma coisa e, na prática, fazendo outra. O passado deixa sempre marcas que só o tempo enterra. Se formos a falar de crimes racistas, o que os alemães fizeram aos judeus, é um crime que ainda está na memória de muita gente. A convivência e a educação irão aproximar as pessoas e não são os decretos que, por si só, resolverão este problema.

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  3. De facto, os decretos não resolvem estas coisas. Mas a convivência e a educação... será? Afinal, o dr. André Ventura conviveu (com quem?) e "educou-se" (é doutorado em Direito Público). Ele até é professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Só não sei aonde se formou em racismo.

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