domingo, 30 de julho de 2017

Depois de casa ardida …

Depois de casa ardida é que se faz vigilância aos montes queimados e a tudo que foi lambido pelos inúmeros fogos que, todos os anos, desgraçam o nosso país.
Só agora é que pelotões de fuzileiros e elementos da marinha vão vigiar a floresta, depois de tudo queimado.
A prevenção deveria ter sido iniciada antes de todos os holocaustos incendiários, que tiveram o mortal epicentro em Pedrógão Grande.
Muitas vidas teriam sido poupadas, muitos haveres ficariam incólumes, muitos meios teriam sido poupados, muita desgraça acumulada poderia ter sido evitada, mas altas negociatas se levantam, para bem de uns tantos e infindável desgraça de muitos milhares.

nota- texto publicado pelo PÚBLICO de 31/7

José Amaral

1 comentário:

  1. Colocar pessoal dos diversos ramos das Forças Armadas na vigilância das matas faz tanto mais sentido quanto são gente que nos custa muito dinheiro.
    E tirando aqueles que têm missões específicas, os restantes passam o tempo entediados e sem qualquer serventia.
    Contabilizem os prejuízos materiais e humanos dos incêndios, o custo anual da máquina montada para os apagar, que não consegue dar conta do recado, e chegarão facilmente à conclusão de que a prevenção custará apenas um "cagagésimo" daquele custo global...

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