domingo, 23 de julho de 2017

Ferro Rodrigues, cale-se!


João Miguel Tavares (JMT) é um dos cronistas da minha preferência. Jovem e veemente, ultrapassa, às vezes, o bom senso. Com a Europa a braços com diatribes como as da Polónia e outros países comunitários, mais Turquia e Venezuela, puxar a título (Público de 20/7) que o PS precisa de uma aula de separação de poderes é extravagante. Aceitarei que Ferro Rodrigues (FR) talvez não devesse referir-se ao Ministério Público como fez no caso Galpgate, mas inferir-se daí que estamos em risco de sobreposição de poderes é, no mínimo, alarmista, e ninguém quererá que FR seja penalizado nos seus direitos, designadamente de expressão, só porque ocupa tão alto cargo. Sabemos que JMT continua contrariado com a solidez do actual Governo, coisa que não previu nem desejou, e não consegue deslastrar aquela profunda saudade de Passos Coelho, embora o vá invectivando, certamente para disfarçar. Sem pôr em causa a acutilante inteligência de JMT, penso que a paixão, por vezes, lhe perturba a razão.
Nota: Enviei este texto ao Público, tendo vindo rejeitado (caixa de correio cheia!!!), mas, naturalmente, tentarei mais tarde. Por lealdade, também o enviei para o endereço electrónico de João Miguel Tavares. Caso haja alguma reacção de qualquer dos lados, dela(s) aqui darei conta.

10 comentários:

  1. Caro José, hoje vamos discordar um pouco, o que é sadio. Em relação às palavras de Ferro Rodrigues ( escrevo por extenso pois o FR já vi que cola a gente muito diferente...), entendo que não as devia ter pronunciado pois ele é Presidente da AR "24 horas/dia".
    Aproveito para dizer uma coisa sobre "Serviço militar obrigatório" pois não o fiz no momento em que o publicou aqui no blogue, o tempo passou e felizmente vem hoje em carta ao PÚBLICO. Sabe, o meu conhecido "pouco amor" à tropa" faz-me hesitar bastante mas reconheço que estou marcado pela guerra colonial, injusta para todos e dilapidadora. E,realmente, corremos o risco duma "guarda pretoriana". Por outro lado a evolução tecnológica...
    Nota: perdoe-me o comentar este último assunto no local e tempo errados, até porque é um "técnica" com que discordo, mas hoje entendi-o por bem devido às razões já aduzidas.

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    1. Caro Fernando,
      Agradeço-lhe o seu comentário. Como verificou, certamente, não me agradou que Ferro Rodrigues tivesse emitido aqueles comentários. Apenas quis sublinhar o facto de que compreendo que, mesmo Presidente da AR, de vez em quando, genuinamente, lhe possa “saltar a tampa”. Como quando, contra a nossa vontade, damos um berro a um filho ou a um neto. Já viu, de certeza, o que Teresa de Sousa escreveu a esse respeito no Público de hoje. É claro que ela é jornalista e pode e deve fazê-lo. Mas estou de acordo: teria sido bem melhor calar a indignação.
      Quanto ao Serviço Militar Obrigatório, deixe-me dizer-lhe que, em minha opinião, a componente popular das Forças Armadas, sobretudo o Exército, até ao nível dos “milicianos” como você, eu e muitos outros milhares, foi fundamental para o êxito do 25 de Abril. Nascida a “ideia” por força de interesses corporativos, sem a “carne para canhão” que fomos (quase) todos, não seria possível a libertação. Que, obviamente, dificilmente aconteceria se tivéssemos umas Forças Armadas totalmente profissionalizadas. Agora, a questão tecnológica é, de facto, um problema, e há que atentar nele para futuro.
      A terminar, não quero que pense que o meu “amor à tropa” alguma vez foi muito. Pelo contrário, mas também não gosto de médicos (desculpe a graça sem graça) quando eles me tratam. Mas gosto de saber que eles estão “lá”.

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    2. Realmente, quanto à acção dos milicianos concerne, no interior da tropa antes do 25 Abril, não pensei nela no momento em que escrevi. Tem toda a razão ao relembrá-la. Quanto aos médicos, tem toda a razão em desconfiar porque... não são boa gente!...

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  2. O problema desse Tavares da "beiça grossa" não é andar convencido que é a quinta essência da inteligência humana; o que o desacredita é ele querer fazer passar a ideia que tirando ele e mais uns quantos da sua escola, os demais não passam de uma caterva de imbecis. Ofereço a esse "Tavares rico" uma questão deixada pelo padre António Vieira: Porque te vendes tão barato, se te avalias tão caro"...

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    1. O Tavares é, de facto, esperto. Mas o padre António Vieira era muito mais!

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  3. João Miguel Tavares, é um defensor e um propagandista, por vezes demagogo, duma sociedade pior para a grande maioria das pessoas, em Portugal e no Mundo, utilizando nomeadamente os seus dois principais megafones (Público e TVI).

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  4. Público não é comparável à TVI!!!! Convenhamos.

    Independentemente do JMT ser daquela direita "chata" e quadrada!

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  5. Ferro Rodrigues , nunca devia ser o Chefe do Parlamento, mas por certo haveria favores a ter em conta!!!!

    Por certo seria mais adequado dedicar-se a outra coisa qualquer! Compativelmente com a anterior e inconsequente chefe da AR!!!

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  6. Num país onde o Presidente da Assembleia da República é uma figura tão pouco valiosa como Ferro Rodrigues é porque não há o mínimo de decência na escolha ou eleição dos deputados. O senhor pode não ser um mau cidadão, mas não tem estrutura intelectual para ser a segunda figura do país, substituto do Presidente da República. Acho-o demasiado vulgar para o cargo que ocupa. É a minha opinião, que vale o que vale, naturalmente muito pouco.

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  7. Não acham que exageram no "musiliano" "sem qualidades", quer do João M.Tavares quer do Ferro Rodrigues?...

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