sexta-feira, 28 de julho de 2017

Populismo ou populismos?

Existe apenas um conceito de populismo, ou existem populismos?
Ou, ainda, o populismo é elástico, concebido à medida de cada populista?
Então, depreende-se que o populista, em si mesmo, exprime sentimentos recalcados de perda e de exclusão, pelo que procura refúgio nos valores mais arcaicos, não conducentes com práticas sociais democraticamente aceites.
Assim, o racismo, o chauvinismo, o ‘ciganismo’, a xenofobia, bem como outros ismos ou fobias, são instrumentos de arregimentação e manipulação deliberadas de tais distorcidos sentimentos socioculturais.
Então, a fim de se ultrapassar tais situações de exclusão social, a Lei deve ser aplicada a todos os cidadãos sem qualquer excepção, pelo que, se alguém infringir o estabelecido, seja responsabilizado pelo seu infractor acto, independente da cor, da profissão, credo, ou de outros motivos de excepção, estando, pois, em plena igualdade com todos os concidadãos em direitos e obrigações.
E, em boa verdade se diga, que são as políticas de direita que estão mais permissíveis e aliadas dos populismos, pese embora que sectores mais conservadores digam que também a ‘esquerda caviar’ entra em tais práticas populistas.
Vejamos, por exemplo, se o racismo primário do candidato a autarca de Loures não se equiparará a uma espécie saloia do trumpismo, ou de um modo de estar NÃO politicamente correcto, mas que muitos políticos da nossa praça isso pensam, comungam, mas não dizem.

nota - texto publicado quase na íntegra pelo PÚBLICO de 29/7

José Amaral


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