sexta-feira, 21 de julho de 2017

Festivais/concertos de Verão e incêndios

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e atividades ao ar livre

Há dois acontecimentos da época de Verão que me deixam entontecido, tendo em conta a antítese que neles encontro.
Os incêndios, ou fogos, ou as eufemísticas ignições, são verdadeiros atentados contra a Natureza e que se repercutem na vida e na morte não anunciada do Homem.
Sobre os festivais musicais de Verão, verifico que é a juventude que mais os frequenta.
E fico estupefacto com o atroz sofrimento que tais jovens fazem para obter o almejado bilhete para a entrada em tais recintos.
São horas, de noite e de dia, nas filas para obter o papelinho mágico, arrostando com todo o tipo de intempérie, mas com uma alegria contagiante, tal como fazem nos seus lares, ajudando os pais ou avós nos mais leves serviços domésticos.
Verifico também que têm dinheiro suficiente para tantos e diários festivais, como apuro que são portadores de telemóveis que são autênticas máquina de fotografar e de filmar, onde não falta a potente lanterna para acompanhar a cadência festivaleira.
Também fico atónito com esses jovens que sabem todos os segredos da língua de Shakespeare, trauteando as letras em inglês tal como os grandes poliglotas que tratam qualquer língua ‘por YOU’.
Todavia, verifica-se que no seu dia-a-dia maltratam a sua própria Língua, usando soezes palavrões que fariam corar Camões de vergonha.
Finalizo, dizendo que muitos destes delírios de Verão ficam enterrados na areia movediça da nossa depauperada desgraça colectiva.
Portanto, toca a ‘bombar’ ao som do ‘despacito’, que amanhã também é dia.
JA

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