segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Mata, e a Esfola

Mata, disse um. Esfola diz outra!
Ora vamos lá escrever sobre assunto negro, e que penas diferentes já se rebolaram por tudo quanto é papel, e vozes de rádio e têvê fazem eco e ruído q.b. Os partidos de direita, tão tristes e tão saudosos, do tempo da outra senhora, não se enxergam, e não se dão conta do ridículo em que caem, como nenhum palhaço digno se atreveria a correr tal risco e a fazer tal número. E tanto faz ter como porta-voz o monte negro(que ironia), como o recém-eleito, huguinho, acompanhado da turma, com o zezinho e o luizinho, mais o coelhinho. Turma, que tem como matriarca e progenitora de ondas, a cristas. Mulher saudosa dos tempos de menina, passados noutro sertão. P&C, passos e cristas, são, à custa da desgraça alheia, dois compinchas incendiários a quererem escapar por entre as cinzas e do cheiro dos cadáveres, que chega à capital do país, da verborreia e da demagogia, para iludir o pagode. E fazem-no tão desastradamente, que o lodo que originam, os há de sufocar. Eles pensam o contrário, como é apanágio de alguns bonecos de B.D. É claro que provocam grandes risadas, de deitar a mão à barriga, mas o assunto não é para rir. Tais personagens assim despidos de ideias e de criatividade, dedicam-se, cada um igual ao outro, a lançar ultimatos como achas para fogueiras, com o intuito vazio de não deixar os fogos arrefecerem e disso tirarem dividendos, e não permitirem que os mortos descansem em paz, e os familiares façam luto na intimidade do silêncio, na paz que se quer do espírito, e das lágrimas da dor. Estes bonecos, nascidos na prancha do ridículo aonde se movem, vão-se ver negros para saírem limpos do pó que estão a levantar dentro do quadrado que os prende, e que se junta às cinzas e às feridas, que ainda pairam no ar. As eleições que se avizinham e para as quais eles se fadigam, sem mais imaginação, disso nos darão conta, logo após ter saído a lista que nos dão conta, também, do número de vítimas esturricadas, fora das viaturas e dentro do asfalto derretido, e que a direita tanto aprecia querer saber, para seu consolo, e disso fazer chicana política e grosseira, da mais reles que há memória. A direita política, quando fala, exprime-se sempre por dentro de balões vazios ou carregados de azedume, para assustar criancinhas e incautos. A ficção BD, começa a confundir-se com a realidade política. Para alguns coiotes e abutres, numa e noutra, vale tudo!


1 comentário:

  1. Apreciando a sua verve, como sempre, estou de acordo com o "sumo" do seu texto. Mas sou eu que não tenho pejo de sempre me confessar (uau!) social-democrata.

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