terça-feira, 25 de julho de 2017

Que violência? A propósito duma entrevista

O último número da revista LER traz uma entrevista com Rodrigo Guedes de Carvalho (RGC), a propósito do seu derradeiro livro: O Pianista de Hotel (Ed. D. Quixote). Para além das habituais considerações sobre a sua feitura e os perfis das personagens, relevo o que o também "pivot" da SIC diz sobre eufemismos e afins. No que aos primeiros concerne, manifesta a sua repulsa pelos mesmos e exemplifica com o clássico "fogo" que acha que devia ser sempre um sonoro "foda-se". Quanto aos "afins", defende que se deve banir o "violência doméstica" substituindo-o pelo "violência contra as mulheres" pois o primeiro é demasiado "querido" (sic). Confessa ainda que fez voluntariado na APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima)..
Aonde quero chegar? Sabendo bem  que, no lar, as mulheres são muito mais agredidas que os homens, mas também sabendo que a igualdade de género é uma reivindicação contemporânea, que existe violência sobre homens, que os casais homossexuais não serão todos pacíficos e que a própria lei tende, em determinadas situações, a eliminar as palavras " paternal e maternal" substituindo-a pela única !parental", pergunto-me porque razão prefere RGC o "contra as mulheres" ao "doméstica"?  Quando muito "violência no casal", ou não?

Fernando Cardoso Rodrigues

1 comentário:

  1. Quando éramos miúdos, eu e os meus irmãos "apanhávamos" por dizer palavrões. E quando nos zangávamos e algum ia fazer queichinhas em relação ao "fornique-se" saía assim: Ó mãe, ele disse um palavrão! - Que palavrão é que ele disse? - Disse "feda-se"... É que se dissesse "foda-se" também "apanhava".

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