terça-feira, 18 de julho de 2017

Tragediógrafos contemporâneos

1 - Tendo em conta apenas os casos registados pelas autoridades - 31 incidentes com drones em 2016 e, no corrente ano seis ocorrências apenas no mês de Junho, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) acaba de anunciar que irá realizar um estudo de segurança que tem a ver com as trajectórias de aviões. Com a legislação em vigor, a que ninguém liga por falta de recursos e meios, andam por aí umas "crianças grandes" a divertir-se com jogos perigosos. Não fora a perícia de pilotos das aeronaves, e já quantas tragédias teriam acontecido causando a morte de muitas dezenas ou centenas de passageiros a que se poderiam juntar mais vitimas em terra. Mas quando se der uma tragédia, os (ir)responsáveis deslocar-se-ão ao local do acidente, e, entre lágrimas e abraços, prometerão comissões parlamentares de inquérito até às últimas consequências, quando já deviam pura e simplesmente ter proibido o uso de tais brinquedos, até que haja legislação, copiada pela existente lá fora, evitando-se assim que após a tragédia de Pedrógão Grande, com 64 mortes, outras ocorram. 2 - Ainda acerca de incêndios, pouco mais haverá a dizer pois nesta última semana já foi tudo dito. No entanto nunca será de mais insistir que a única solução será fazerem-se consultas a técnicos florestais, que conhecerão a solução para este flagelo, caso contrário, os incêndios vão continuar. Como os partidos do arco do poder já tiveram hipóteses de alterar este estado de coisas, nenhum deles estará livre destas criticas. Se os tragediógrafos da Grécia Antiga assistissem às tragédias do século XXI em Portugal, pela certa que ficariam chocados com estas desgraças. 
Jorge Morais

Nota:
Esta carta foi enviada para a imprensa em 26 de Junho e publicada no JN  13 de Junho aliás - 13 de JULHO
Por motivo de férias, só hoje a publico no blogue.
  Ilustração do leitor Paulo Pereira:

4 comentários:

  1. Em relação aos drones, a primeira coisa a fazer seria registar o título de propriedade de cada um, como nos automóveis. Pelo menos não poderiam fugir à responsabilidade! Será assim tão difícil?

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  2. Mesmo antes de ter recebido este filme: https://youtu.be/5SYefUlGO3M já tinha uma opinião formada sobre a utilização dos drones. Na prática, que adiantaria o brinquedo do filme estar registado? Penso que o registo é insuficiente.

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  3. Senhor Jorge Morais, como já deve ter conhecimento é raro eu fazer qualquer comentário...mas, s.f.f. rectifique lá as datas. Então a sua carta foi enviada para a imprense a 26 de Junho e o JN publicou a 13 de Junho???

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  4. Senhor Mário Jesus, tem toda a razão. Está visto que tenho que ir novamente de férias.Obrigado pelo reparo que irei de seguida corrigir.

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