quarta-feira, 12 de julho de 2017

A tragédia de Pedrógão e o roubo em Tancos


A tragédia de Pedrógão e o roubo em Tancos estão a minar a confiança dos portugueses perante as instituições que os devem defender.
Em boa verdade se deve dizer que uma democracia plena não é somente constituída por cidadãos, mas também por instituições.
As Forças Armadas têm de continuar a ter dignidade, ética forte e respeito. E, fazerem-se rondas sem balas nas espingardas, é por si só inconcebível.
Se as nossas FA têm grande prestígio em palcos de guerra no exterior, devem tê-lo muito mais intramuros.
Servir nas FA deveria ser uma carreira e nunca um emprego. Contudo, poderão dizer que tal conceito é reacionário, mas, aquando do serviço militar obrigatório, era um dever cívico de solidariedade para com toda a sociedade e pela Pátria.
Agora, no seio da UE, Portugal é um país exíguo em relação ao que se lhe é exigido em meios, o qual tem dificuldades financeiras para os obter.
O poder político tem de ter em conta tais situações e deve entender que o mundo actual não é igual ao tempo em que os partidos foram criados. Logo, têm de ser reformulados para não acontecer como Macron gizou, que, politicamente, ‘destruiu’ a estrutura partidária em França.
Assim, se na tragédia de Pedrógão, a culpa é quase toda de cariz político, no roubo em Tancos, a culpa é somente militar.

nota - texto publicado pelo DESTAK de 13/7/2017

José Amaral

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