sábado, 16 de abril de 2016

ABOUT TRASH

                                                              FORA DE CONTROLE

Vai longe o tempo em que os apreciadores de pornografia tinham de comprar o filme fora de casa, ou adquirir uma parabólica que lhes desse acesso a canais estrangeiros com programação que os satisfizesse; agora basta ter internet para se poder empanturrar desse lixo…
Num trabalho de oito páginas assinado por Belinda Luscombe, a “Time” aborda, no seu número mais recente, o real problema da pornografia através da Net, e os efeitos nefastos produzidos na juventude, que tem livre acesso a ela em cada vez maior número ainda na infância.
Com o título “PORN AND THE THREAT OF VIRILITY – The first generation of men who grew up with unlimited online porn sound the alarm”, entrevista vários jóvens de ambos os sexos, psiquiatras e outros especialistas na área da saúde física e mental, retratando um quadro de veras preocupante.
Rapazes que se queixam de que o seu corpo não reage, mesmo na presença da mais bela mulher nua à sua frente. “I got with a gorgeous girl and we went to have sex and my body had no response at all” – confessa um rapaz. E outro diz que só consegue o desempenho desejado se fantaziar o acto com pornografia: “I thougth it was normal to fantazise about porn while having sex with another person. If I stopped thinking about porn to focus on the girl, my body lost interest”.
O site “pornhub”, diz a jornalista, teve 2.4 milhões de visitas por hora em 2015; é como um buffet restaurant que serve nas 24 horas todo o tipo de cenas de sexo que se queira consumir. E os jovens devoram-no, o que se torna cada vez mais num problema de saúde pública e em disfunções de toda a ordem nos relacionamentos afectivos.
Das raparigas ouvidas, muitas queixam-se que os rapazes consumidores de pornografia esperam delas que se comportem como “porn starlets”.
A indústria pornográfica, que rende por ano 97 biliões de dólares, apresenta em 97% dos filmes produzidos violência sobre as mulheres e transmite à juventude a terrível imagem de que a mulher existe para satisfação sexual do homem. Um estudo envolvendo 800 estudantes universitários revelou que 90% de rapazes e 30% de raparigas consomem pornografia.
No seu livro “Girls and Sex”- how porn is changing a generation of girls”, Peggy Orenstein revela que a pornografia tem efeitos terríveis em muitas jóvens mulheres, que interiorizam dever agir como lhes é mostrado, como lhe revelou uma moça: “I watch porn because I´m a virgin and I want to figure out how sex works”.

                                         Amândio G. Martins


3 comentários:

  1. MUITO GRAVE:

    Rapazes que se queixam de que o seu corpo não reage, mesmo na presença da mais bela mulher nua à sua frente. “I got with a gorgeous girl and we went to have sex and my body had no response at all” – confessa um rapaz. E outro diz que só consegue o desempenho desejado se fantaziar o acto com pornografia: “I thougth it was normal to fantazise about porn while having sex with another person. If I stopped thinking about porn to focus on the girl, my body lost interest”.

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  2. E AINDA MUITSSIMO GRAVE: No seu livro “Girls and Sex”- how porn is changing a generation of girls”, Peggy Orenstein revela que a pornografia tem efeitos terríveis em muitas jóvens mulheres, que interiorizam dever agir como lhes é mostrado, como lhe revelou uma moça: “I watch porn because I´m a virgin and I want to figure out how sex works”.

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  3. Eu, pessoalmente, não vejo nenhum problema em ver uns filmezitos de 'karaté-alentejano', adiante.
    .
    Mais:
    -» muito pessoal não quer ASSUMIR a realidade:
    - Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
    - No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!... De facto, analisando o Tabu-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; Ver o blog «Origem Tabu-Sexo» [http://tabusexo.blogspot.com/].
    .
    Com o fim do tabu-sexo:
    - por um lado, muitas mulheres das sociedades tradicionalmente monogâmicas vão à procura de machos de maior competência sexual, nomeadamente, machos oriundos de sociedades tradicionalmente Poligâmicas: nestas sociedades apenas os machos mais fortes é que possuem filhos, logo, seleccionam e apuram a qualidade dos machos;
    - por outro lado, muitos machos das sociedades tradicionalmente Monogâmicas vão à procura de fêmeas Economicamente Fragilizadas [mais 'dóceis'] oriundas de outras sociedades... ora, todavia, no entanto, recusar este caminho... deve ser um legítimo Direito ao qual os machos devem ter acesso!
    .
    .
    E mais:
    - Muitas mulheres heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida; etc;
    - Muitos homens heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida; etc;
    CONCLUINDO: é uma riqueza que as sociedades/regiões não podem deixar de aproveitar - a existência de pessoas (homossexuais ou heterossexuais) com disponibilidade para criar/educar crianças.
    ---» Já há mais de dez anos (comecei nos fóruns clix e sapo) que venho divulgando algo que, embora seja politicamente incorrecto, é, no entanto, óbvio:
    - Promover a Monoparentalidade - sem 'beliscar' a Parentalidade Tradicional (e vice-versa) - é EVOLUÇÃO NATURAL DAS SOCIEDADES TRADICIONALMENTE MONOGÂMICAS...
    {ver blogs http://tabusexo.blogspot.com/ e http://existeestedireito.blogspot.pt/}

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