segunda-feira, 18 de abril de 2016

Bullying and Stalking


Com a globalização a todos os níveis, incluindo o abrir das fronteiras, o bom e o mau caminham quase de mãos dadas.
E muitas das vezes já não se descortina o que está certo ou errado. Ou se é ‘prá frentex’ ou se continua ‘bota de elástico’. O meio-termo não passa de um hiato pouco aceitável: é uma espécie de limbo em lume brando, onde estão mergulhados todos os usos e costumes.
A nível comportamental a ‘coisa’ está formatizada e verbalizada na língua de Shakespeare. E os continuadores do pouco que já falam correctamente na língua de Camões optaram pelo uso linguístico do inglês em todos os actos vergonhosos que têm usado, frequentado e praticado.
Assim, já conhecíamos o vocábulo BULLYING, que significa a prática de actos violentos, intencionais e repetidos contra uma pessoa. Agora, aparece-nos a palavra STALKING, que é o modo abusivo de seguir alguém sem que esse alguém saiba ou queira ser seguido, bem como o intruso estar sempre ‘ocasionalmente’ em sítios onde seria impensável alguém estar a ser perseguido.


José Amaral

1 comentário:

  1. Embora concordando com o Amigo José Amaral, mas como pouco entendido no assunto, vejo este fenómeno de adaptação a vocábulos ou termos estrangeiros tal e qual como Pessoa com o seu slogan (um belo exemplo do que afirmo) à Coca-Cola Portugal “Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Outra coisa completamente diferente e bastante lamentável, será a publicação de frases e parágrafos completos escritos noutra língua sem qualquer necessidade mesmo tratando-se de citações, o que considero uma autêntica demonstração de pedantismo saloio.

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