sábado, 23 de abril de 2016

CORPOS MERCADORIA

                                  VOLUMES A MAIS E NEURÓNIOS A MENOS

Uma coisa que sobremaneira me choca é ver a facilidade com que certas mulherzinhas tomam a decisão de fazer no seu corpo intervenções no sentido de modificar o visual, sobretudo nos peitos, injectando para lá enchimento artificial, como se de vulgar almofada se tratasse.
Sendo o peito uma parte tão séria e delicada do corpo da mulher, a leviandade com que dão conhecimento ao mundo do “crime” que acabaram de cometer tira-me completamente do sério, chamando-lhes nomes que elas certamente não gostariam de ouvir…
E é com verdadeira náusea que vejo algumas exibir, no lugar onde tinham uns peitinhos lindos e proporcionados com o resto do corpo, umas obscenas bolas a saltar por cima do decote, como se  o seu objectivo de vida fosse serem vistas como estrelas do cinema porno para satisfação libidinosa de tarados sexuais.
Usar o progresso da cirurgia plástica, importantíssima para os casos graves de deformação por doenças e acidentes, para fazer acrescentos supérfluos num corpo saudável, é não só um crime contra a natureza como um pecado grave contra o criador.


                                              Amândio G. Martins

3 comentários:

  1. O título diz tudo! E as partes do corpo onde algumas colocam piercings? Até na língua e no clitóris... Muito bem observado, amigo Amândio!

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  2. Vivemos um período histórico que envergonha todas as pessoas de carácter e bom senso. O corpo que devia ser respeitado, como diz a máxima de Juvenal, alma sã em corpo são, perdeu o respeito devido, porque a alma já está pestilenta. Marcar o corpo com desenhos, palavras ou símbolos, é uma prova de desrespeito por si próprio e só de pessoas pouco sensatas pode satisfazer. Isto é mais uma prova da baixeza a que chegou a nossa civilização. Contudo, dentro do possível, devemos lutar contra esta e outras adversidades.

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  3. As minhas saudações aos senhores Ramalho e Tapadinhas. E o que é mais triste, senhores, é que os bons exemplos, que também os há, não se multiplicam à mesma velocidade das enormidades acima descritas

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