sábado, 30 de abril de 2016

AMNÉSIAS

                                                                   A BANDA PODRE
Toda a gente sabe que os graves problemas que afectam a Humanidade não são causados pelas classes pobres, que são as que tudo produzem e as que menos auferem da riqueza criada; é a corja parasitóide e sem escrúpulos, auxiliada pelo servilismo de hordas de lacaios das classes pobres, que engendra todo o tipo de esquemas para poder viver à larga, enquanto arrota sentenças que lhe permitem continuar a usufruir de regalias em tempo de crise, atirando com o ónus para cima dos mais fracos.
No JN de hoje, na página “Praça da Liberdade”, o jornalista Miguel Conde Coutinho, com o título “Amnésia”, recorda-nos as habilidades de alguns figurões que até são frequentemente chamados a “botar faladura” em importantes órgãos de Comunicação Social, com o “patriótico” objectivo de meter a plebe na ordem…
“A amnésia é um problema que pode afectar qualquer um, mas tem uma taxa de incidência particularmente elevada nos que têm de responder em público por escândalos em que se envolveram.
Disse Dias Loureiro sobre o caso BPN: “Não me lembro dos contratos, posso ter assinado, se vocês o dizem, mas não tenho memória”. Zeinal Bava, na comissão de inquérito do BES: “Não vou dizer que foi fulano, sicrano ou beltrano, não me lembro”. Ângelo Correia, sobre o seu nome estar nos “Panamá Papers”, não se recordava desse offshore: “Trabalhei para muita gente e pode ter sido que me tenham nomeado para essa empresa e eu tenha assinado”.
A falta de memória de Ângelo Correia não é uma novidade. Em 2010 disse na SIC que “direitos adquiridos são os direitos como o direito à vida e à liberdade, e não os decorrentes da economia. Estes só são adquiridos enquanto a economia for sólida. Fora disso são uma burla”. Um ano depois, já se tinha esquecido disto. Disse à Antena 1 que não concordava com perder a sua subvenção vitalícia do Estado, porque era “um direito adquirido”, mesmo em cenário de grave crise económica.
Para além de ter resgatado Passos Coelho do esquecimento político a que estava destinado, coisa que não o recomenda especialmente, não me lembro o que terá feito pelo país Ângelo Correia. Ainda assim, dias depois de ter confessado que não se lembra do que assina, coisa que não recomenda ninguém, teve direito a estar na TV a dissertar sobre os destinos da pátria”.


Transcrito por Amândio G. Martins

2 comentários:

  1. ... E frequentemente medalhados, Fátima, pela sua carreia depredatória, vista por quem tem poder para os premiar como "altos serviços prestados Pátria"...

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