segunda-feira, 25 de abril de 2016

PUDERA EU...

PUDERA EU SER POETA

Meditando sobre o homem
Nas coisas que o consomem
E nas decisões erradas;
Passa o tempo a correr
E as coisas de esquecer
Nunca são águas passadas.

Sonhando sempre à espera
Que regresse a primavera
De risonho e novo tempo…
É certo que desespera
Se deixa de ser quem era
Iludindo sofrimento.

Pudera eu ser poeta
Repassar em cada letra
O tamanho desta dor;
Por tanto ter esperado
E não ser iluminado
Pela luz dum grande amor

Num triste vale de sombras
Vogando estranhas ondas
De um mar imaginado
Revivo o sonho lindo
Daquele beijo infindo
Eternamente adiado!


Amândio G. Martins

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