sexta-feira, 31 de março de 2017

OS MEDIA NA AGITAÇÃO DO ONTEPIO!

É sabido que a estabilidade do sistema financeiro se baseia na confiança dos depositantes e demais agentes financeiros. Um rumor, uma declaração insensata nos orgãos de comunicação social, é lançar achas para uma fogueira ateada muitas vezes por interesses obscuros da alta finança, e alguns predadores financeiros. É pena que alguns associados da Associação Mutualista Montepio (AMM) se ponham a jeito, ajudados por jornalistas a quem só interessa sensacionalismo e vender jornais. E a AMM atravessa um momento sério. Não só porque a sua situação financeira tem piorado, embora ainda solvente. Mas principalmente porque o seu presidente do conselho de administração tem sido alvo de inúmeras referências em todos os orgãos de comunicação, face a vários processos de investigação em que é visado. Ora, confessemos aqui, que logicamente preferiríamos que ele tivesse já saído pelo seu próprio pé. Poderia defender-se muito melhor das suspeitas, e deixar a AMM preocupar-se com o seu futuro, em vez de estar a discutir sempre o seu passado. Mas este não é o entendimento do Dr. Tomás Correia, e há que o respeitar do ponto de vista pessoal, embora o lamentemos enquanto associados da AMM. Ontem, depois da votação das contas da AMM de 2015, em que significativamente votaram 95% a favor da proposta da Administração, ouvi o noticiário da TSF referir a aprovação da proposta sem referir a estatística da votação. E para comentar esta, foi ouvida uma associada que havia votado contra. Quer dizer, os derrotados em claríssima minoria tiveram tempo de antena, mesmo depois de a Assembleia Geral os ter derrotado, e os vencedores, não foram ouvidos. Será isto jornalismo isento, ou com uma agenda (pouco) escondida? Claro que protestei imediatamente no site da TSF, e hoje já constava uma audição do presidente do C.A. Diga-se que a Assembleia foi a mais participada de sempre, os minoritários tiveram amplas oportunidades dadas pela Mesa de pedirem a saída do presidente do C.A., mas os associados preferiram a estabilidade em detrimento da agitação e especulação. Os 650 000 associados merecem que os media e as autoridades de supervisão do Montepio, BdP e Ministério do Trabalho e Segurança Social, ajudem esta Mutualidade a reencontrar o caminho da estabilidade e consolidação financeira.

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