sexta-feira, 24 de março de 2017

O presidente do Eurogrupo é grotesco



    Ciclicamente surgem perseguições ao Governo de Portugal. O ministro das Finanças alemão,
Shaüble, porta-voz da finança e austeridade, acena para a necessidade de novo resgate. O
Banco Central Europeu (BCE) ameaça-nos com novas sanções(!). A Comissão Europeia é que devia ter tomado esta posição e não o BCE, cujo vice-presidente, o pouco socialista Vítor
Constâncio, também cozinhou aquela ameaça. Fortíssimos para as economias fracas…
   Agora, o presidente do Eurogrupo, disse: «Os países do Sul gastam todo o dinheiro com copos e mulheres»(!). António Costa afirma e bem, que este não tem condições para permanecer no cargo. A frase é grotesca, inaceitável e mentirosa - não traduzindo a realidade. Revela: arrogância, preconceito, sexismo e xenofobia, agravando a má imagem desqualificada que já detinha.Intolerável! Dá ideia que o Norte nos abastece, sendo irreal. Aquela criatura diz-se social-democrata e faz sentido, já que socialistas/social-democratas ao longo de anos conluiaram-se com a direita para desmantelarem o Estado Social.
   É duplamente mal-educado porque não pede desculpa.
   Deve sair pelo seu próprio pé. Ou demitam-no!

                                        artigo de opinião de Vítor Colaço Santos

1 comentário:

  1. Nós, portugueses, não nos podemos considerar como criancinhas no seio da comunidade europeia. Os alemães, mais fortes, mais poderosos e mais frios, são a bússola que orienta os caminhos a seguir neste "imbróglio" que é a União Europeia. Quando entrámos neste pacto, tínhamos obrigação de perceber que éramos um país menos apetrechado e que o nosso esforça teria de ser redobrado. Com tanto político desonesto ou incompetente que tem acedido ao poder, e com uma dívida impagável que tem de ser renegociada, estamos num campo sem saída. Neste momento os alemães e os holandeses, através de seus representantes conceituados, ofendem-nos com uma arrogância desmedida, e nós, quase indefesos, porque uma grande parte da nossa representação política não merece, sequer, o nosso respeito, não temos quem se possa impor. Estamos a pagar uma factura demasiado pesada, para a qual o povo, de uma maneira geral, não teve responsabilidade na sua composição.

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