terça-feira, 21 de março de 2017

Three Mile Island, Fukushima e Chernobyl aconteceram!


  Há centrais nucleares envelhecidas na Europa. Em Espanha, a de Almaraz já está fora do prazo. Este assunto gravíssimo devia mobilizar mais a opinião pública. As vantagens económicas da produção nuclear servem poucos em detrimento da sanidade de milhões de ibéricos.
    Será que o Governo, ao desistir da queixa apresentada em Bruxelas, contra a central de Almaraz, agilizará o processo? - Duvida-se. O que está em causa é ampliar o prazo da sua produção atómica que gera mais de 160 milhões de euros para os acionistas privados e estes já pediram mais 20 anos de laboração. Se assim for, aumenta-se exponencialmente o risco de acidente nuclear! Almaraz ainda não encontrou um local para enterrar os lixos nucleares. Portugal deve ser irredutível, face ao processo de desmantelamento da central. As Nações Unidas são categóricas: O nuclear é insustentável! As energias limpas têm se ser a alternativa. A AR votou unanimemente para que Espanha encerre Almaraz de vez. Portugal optou pela não energia nuclear, assim não pode estar sujeito a um passivo ambiental terrível. A exposição à radiação contribui para cancros da tiroide, do sangue, diminuição da fertilidade e por aí fora…
   Somos obrigados a viver quotidianamente com estes riscos - até quando? Certamente, até a esmagadora maioria da opinião pública tomar consciência que as suas vidas correm iminentes perigos!
                                          artigo de opinião de Vítor Colaço Santos

3 comentários:

  1. Trata-se de um assunto potencial gravíssimo. Mas, infelizmente, falar nele, é bradar no deserto.

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  2. Trata-se tudo de um gravíssimo problema económico. As centrais nucleares foram construídas para produzir energia eléctrica necessária à vida diária das pessoas. Em vez das centrais que consomem diariamente toneladas de carvão, entenderam que estas fontes de energia seriam mais económicas e mais asseadas, não tendo em conta os males futuros. Assim, estas centrais atómicas têm de ser exploradas até ao fim, mesmo com os riscos inerentes, pois só quando houver outras fontes de energia de substituição podem ser fechadas. É um caso muito complicado e o grande erro foi quando da sua projecção não ter sido em conta todos os problemas sanitários e de saúde que as mesmas continham.

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